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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 472

Só então Carlos se lembrou.

Antes da abertura formal do processo, as visitas haviam sido suspensas.

De fato, Adriana não teria como vê-lo.

A ficha de Adriana finalmente caiu.

— Você está suspeitando de que fomos eu e meu pai?

A mente de Carlos estava um caos.

— Fui impulsivo agora pouco.

As lágrimas de Adriana vieram no mesmo instante.

— Carlos, já não basta você ficar tão desesperado pela sua ex-mulher na minha frente, ainda ousa suspeitar de mim? Você não acha que passou dos limites?!

Sem paciência para pedir desculpas, Carlos pensou melhor e decidiu retornar a ligação para Afonso para entender a situação.

De repente, o celular tocou.

Outro número desconhecido.

Carlos atendeu imediatamente.

A voz do outro lado soava sombria.

— Carlos, a sua mulher está nas minhas mãos. Se quiser que ela continue viva, me arranje cinco milhões.

A mulher dele?

Naiara?!

Carlos quase explodiu em xingamentos.

Por sorte, conseguiu se segurar.

— Posso pagar, me dê o endereço.

O sequestrador respondeu: — Mandarei o endereço para o seu celular em instantes. Lembre-se, venha sozinho. Caso contrário, eu acabo com ela na mesma hora.

Após dizer isso, o homem desligou.

Carlos ligou para Ronaldo imediatamente.

— Prepare cinco milhões em dinheiro vivo. Agora.

Ronaldo ficou completamente perplexo.

— Sr. Carlos, reunir cinco milhões em espécie não é algo que se faz tão rápido.

Carlos aumentou o tom: — O mais rápido possível, de preferência agora! Se faltar um centavo, considere-se demitido! É questão de vida ou morte!

Ronaldo percebeu a gravidade da situação na hora.

— Sim, Sr. Carlos, vou providenciar imediatamente.

Cinco milhões apenas.

Para Carlos, não passava de troco.

As mãos de Adriana agarravam a beira da mesa com tanta força que quase arrancavam a quina.

Ela nunca tinha visto Carlos tão apavorado.

O cinzeiro já estava transbordando de guimbas de cigarro.

Adriana foi ferida nos olhos por aquela pilha de cigarros.

E seu coração também doeu.

Não havia mais dúvidas.

Aquela vagabunda já havia se instalado no coração de Carlos.

— Carlos, não se preocupe, não vai acontecer nada com a Naiara.

Dizia isso da boca para fora, enquanto a amaldiçoava mentalmente.

Carlos soltou uma argola de fumaça, sua expressão indecifrável oculta na névoa.

— É bom que não aconteça nada mesmo.

Adriana perguntou de propósito.

— Não acha melhor avisarmos o tal do Afonso sobre o sequestro?

A voz de Carlos esfriou.

— São só cinco milhões. Acha que não posso pagar?

Avisar aquele homem?

Para que ele bancasse o herói e salvasse a donzela?

A mulher do Carlos seria salva apenas por ele mesmo!

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