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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 473

Não demorou muito para Afonso receber uma ligação de Gualter.

— Já interceptei o celular do Carlos. A Naiara... foi sequestrada.

A expressão de Afonso tornou-se subitamente gélida.

— Continue rastreando.

Como esperado de um talento recomendado por Naiara, o homem era realmente habilidoso.

Gualter garantiu: — Pode deixar! Vou reportar os passos dele em tempo real.

— Hum.

Gualter fez um silêncio de dois segundos na linha.

— Não se esqueça, ela é a Tempestade. Tem sete vidas, não vai morrer fácil.

José caminhava de um lado para o outro, agoniado.

— Patrão, será que vai acontecer algo com a Srta. Naiara?

— Patrão, será que o sequestrador vai fazer mal a ela?

— Patrão, por que sequestrariam a minha deusa?

— Patrão, e se o bandido matá-la antes mesmo de pegar o dinheiro?

— Patrão, e se ele pegar o dinheiro e matá-la do mesmo jeito?

— Patrão...

— José. — O homem de olhos fechados deu a ordem com uma calma absoluta. — Sente-se e fique quieto.

Mas José não conseguia parar quieto.

— Não dá, patrão, estou desesperado!

Afonso retrucou: — E se desesperar adianta alguma coisa?

Se o desespero adiantasse, ele seria o mais desesperado de todos.

Isadora ligou logo em seguida.

— Sr. Afonso, qual é a situação agora?

Afonso a informou com tranquilidade.

— Ela foi sequestrada. Querem dinheiro pelo resgate.

Isadora suou frio.

— Meu Deus do céu, e agora? O que vamos fazer?

Afonso, pelo contrário, tentou acalmá-la.

— Pelo que parece, o sequestrador só quer o dinheiro. Por enquanto, não vai machucá-la.

Mas se o tempo passasse demais, já não era possível garantir nada.

Isadora começou a chorar.

— Me desculpe, me desculpe mesmo. Ela foi me ver tão tarde da noite, e eu não cuidei bem dela. Sr. Afonso, sinto muito mesmo.

Isadora sabia perfeitamente o peso que Naiara tinha no coração de Afonso.

Mas aquele pedido de desculpas não era por medo de uma repreensão de Afonso.

Deixando para trás apenas aquele esqueleto de concreto inacabado.

Sem ninguém para limpar, o mato tomou conta do lugar, transformando-o num verdadeiro lixão.

Ao descer do carro, Ronaldo, carregando a mala pesada, perguntou em voz baixa.

— Sr. Carlos, tem certeza de que não vamos chamar a polícia?

Carlos ergueu os olhos para as paredes manchadas.

— E se ele se irritar e matá-la, você assume a responsabilidade?

— Só estou preocupado que o bandido possa ferir o senhor.

Com uma emoção indecifrável, Carlos respondeu: — É raro ver tanta lealdade da sua parte. Quando subirmos, fique atento e aja conforme a situação.

— Sim, senhor.

Adriana fez menção de segui-los.

Carlos a barrou.

— Você fica no carro.

Adriana implorou: — Carlos, me deixe ir com você, só assim ficarei em paz.

A paciência de Carlos esgotou.

— Se eu mandei ficar no carro, fique no carro! Chega de conversa fiada!

Mordendo o lábio, Adriana recuou e voltou para o veículo.

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