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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 447

Adriana não era tola; na verdade, já havia percebido a mudança de Carlos há muito tempo.

Apenas engolia em seco e não dizia nada.

Tinha medo de que fosse coisa da sua cabeça e de que, se falasse, acabaria irritando Carlos.

Mas agora, ela entendia perfeitamente.

Não era invenção da sua cabeça.

Era Carlos que havia mudado de verdade.

Ele, no entanto, mantinha os lábios cerrados, recusando-se a responder à pergunta.

Desesperada pela resposta, Adriana continuou a pressioná-lo.

— Fala logo, por que foi?

— Antes, você gostava tanto de mim!

Por ela, ele costumava ir afogar as mágoas nos bares, bebendo até não aguentar mais.

Costumava observá-la em segredo. Diante de qualquer pequeno resfriado, Carlos percebia antes mesmo de Nilton e demonstrava mais preocupação.

Bastava ela ficar triste para que Carlos inventasse mil maneiras de fazê-la sorrir.

Naquela época, Adriana sentia-se a mulher mais feliz do mundo.

Mesmo quando Nilton morreu, ela não sofreu tanto.

Porque ainda tinha Carlos.

Mas agora...

Parecia não ter sobrado nada.

Carlos estava ali em corpo, mas seu coração já havia partido há muito tempo.

E o que Adriana mais desejava no momento era justamente o coração de Carlos.

— Carlos...

Com os olhos vermelhos, Adriana abriu os braços, aproximou-se e abraçou a cintura dele, encostando a cabeça em seu peito.

— Fala a verdade para mim, por favor? Quero ouvir a verdade, não minta para mim.

Carlos suspirou e a afastou gentilmente.

— Tudo bem, vou te dizer a verdade.

Adriana prendeu a respiração, tensa.

Aquela resposta significava tudo para ela.

A expressão de Carlos, porém, era de uma apatia cortante.

— Você tem razão. Desde o começo, eu nunca pensei em me casar com você.

Adriana cerrou os punhos e mordeu o lábio inferior com força.

Então... era verdade.

— Por quê? Você não gostava tanto de mim? — perguntou ela, com a voz trêmula.

— Sim, no passado eu realmente gostava de você. Mas hoje não tenho certeza se o meu sentimento era genuíno ou se era apenas o meu ego ferido.

— Como você se casou com o Nilton, eu fiquei ressentido. E quanto mais inconformado eu ficava, mais eu queria ter você.

— Tudo bem.

Adriana passou as mãos pelo rosto, secando todas as lágrimas de forma implacável.

— Não me importa o motivo pelo qual vai se casar comigo. Eu aceito ser sua esposa. Assim que resolvermos a situação do meu pai, vamos assinar os papéis do casamento.

— Não faço questão de vestido de noiva, de festa ou de anel de diamante. Eu só quero casar com você.

— Só te peço uma coisa... não me deixe.

Naqueles olhos, já não restava nenhum traço de arrogância, apenas um mar de desespero e tristeza.

Naquele momento, por mais duro que fosse o coração de Carlos, ele acabou amolecendo.

Ele se aproximou e a envolveu em seus braços.

Quis dizer algo, mas as palavras não saíram.

Restou apenas abraçá-la.

Com medo de que ele escapasse, Adriana apertou a cintura dele com todas as forças.

Ao murmurar o nome dele, as lágrimas voltaram a cair como chuva.

— Eu realmente... só tenho você agora. Não me abandone, está bem?

Carlos deu tapinhas leves nas costas dela.

— Não vou te abandonar.

Mas a frase soou vazia, dita da boca para fora.

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