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Naiara e Afonso levaram Belmira de volta para casa.
Já passava das oito da noite.
Naiara estava pronta para ir para a cozinha preparar algo para Belmira comer.
Mas Afonso não permitiu.
Colocou um avental e assumiu o fogão.
Naiara não teve escolha a não ser fazer companhia a Belmira na sala de estar.
Em pouco tempo, o aroma delicioso da comida começou a vir da cozinha.
Naiara foi completamente atraída pelo cheiro.
Debruçada no sofá, ela espiava em direção à cozinha.
Já não sabia dizer se estava olhando para a comida ou para o homem que a preparava.
Também não conseguia entender como existia alguém tão perfeito no mundo.
Maduro, emocionalmente estável.
Físico atlético, postura impecável.
Seus traços eram irretocáveis, perfeitos como se tivessem sido esculpidos à mão.
Possuía um patrimônio inatingível para a maioria, mas nunca foi arrogante; era sempre pacífico, elegante e educado com todos.
Belmira seguiu o olhar de Naiara e deu um sorriso cheio de segundas intenções.
— Não acha que o Afonso é realmente um homem perfeito?
Naiara murmurou um som de concordância sem pensar.
— Se o Afonso tivesse aparecido na sua vida antes do Carlos, será que existe a possibilidade de você ter se apaixonado por ele em vez do Carlos?
A mente de Naiara estava em outra sintonia, e ela respondeu de forma automática.
— É possível.
— Então, você gosta do Afonso?
Hã?
Naiara voltou a si.
— Madrinha! O que a senhora está dizendo?!
Felizmente, Afonso não ouviu.
Belmira riu, aliviando o constrangimento de Naiara.
— Com um homem como o Afonso, acho difícil alguma garota não balançar. Então, gostar dele é perfeitamente normal.
Naiara recolheu o olhar e sentou-se direito.
— Eu... apenas o admiro muito.
Claro, havia também um certo fascínio.
Porque Naiara sempre teve uma inclinação por pessoas excepcionais.
Afonso era brilhante, era superior a ela em muitos aspectos, e por isso ela o admirava.
Quanto a gostar...
Seria apenas um gostar de amigos.
O mesmo tipo de carinho que ela sentia por Isadora ou por Fábio.
Carlos: [Tem uma pequena caixa trancada no armário. É sua?]
Naiara se lembrou de repente.
Ela bem que sentiu que algo estava faltando quando deixou a família Lucca.
Era exatamente aquela caixa trancada.
As coisas dentro dela não tinham valor financeiro, mas eram de imenso valor sentimental.
Eram os vários diplomas, certificados de concursos e medalhas que ela havia conquistado desde o ensino fundamental até a faculdade.
Ela guardava tudo com carinho.
Mas nunca teve coragem de exibi-los.
Nem mesmo Thiago Jasmim os tinha visto.
Porque Naiara não queria que Luciana soubesse o quão excelente ela era.
Isso derivava do fato de Luciana não querer que Naiara se destacasse.
Essa psicologia quase doentia foi algo que Naiara compreendeu desde muito pequena.
A alegria não podia ser compartilhada.
A caixa, naturalmente, precisava ser recuperada.
Mas Naiara não queria pisar naquele lugar nunca mais.
[Se não for incômodo, podemos marcar um horário para você trazer a caixa para mim.]
Carlos: [Claro, estou à disposição a qualquer hora.]
Uma facilidade de lidar que era, no mínimo, incomum.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...