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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 441

Duas pares de olhos encaravam Afonso simultaneamente, aguardando sua resposta.

O pomo de adão de Afonso subiu e desceu, até que as palavras saíram:

— Porque eu... eu quero ser o padrinho da criança.

Hã?

Naiara ia falar, então engoliu rapidamente a batata-doce que estava mastigando.

Mas acabou se engasgando.

Tossiu com força.

E farelos de batata-doce voaram direto na roupa de Afonso.

Naiara ficou tão envergonhada que queria que o chão se abrisse para engoli-la. Seu rosto inteiro ficou vermelho.

Que vexame!

Nunca havia passado por uma situação tão constrangedora!

Afonso, no entanto, não deu a mínima para o casaco caríssimo. Preocupado apenas com Naiara, entregou-lhe um copo de leite morno.

— Como pôde ser tão descuidada?

Naiara tomou um gole de leite para aliviar a garganta.

— Por que de repente você quer ser o padrinho do bebê?

A expressão de Afonso já havia voltado ao normal, e ele deu um leve sorriso.

— Não posso?

Naiara pensou um pouco.

— Não é que não possa, mas o Fábio já reservou a vaga primeiro.

— Ele não decide isso — retrucou Afonso.

Naiara não conseguiu conter o riso:

— Então você terá que ir falar com ele.

— Feito! Vou falar com ele amanhã mesmo.

Naiara ficou um pouco surpresa.

— Tanta pressa? Ainda é cedo.

Afonso estava bastante sério.

— Na verdade, passa rápido. Num piscar de olhos, o tempo já foi.

Naiara concordou com um leve aceno.

— É verdade.

O assunto chegou ali não se sabe como.

Naiara virou o rosto e olhou para Afonso.

Ele estava sentado no banco ao seu lado.

Com os braços apoiados nas coxas, o corpo inclinado para frente, mantinha os olhos fixos no chão, imerso em pensamentos desconhecidos.

Olhando para ele, Naiara de repente se lembrou de dois versos que havia lido em um livro.

"Você é como a noite, com sua solidão e suas estrelas."

"Seu silêncio é o silêncio das estrelas, distante e brilhante."

Claro, aquelas palavras não eram apropriadas para ela dizer.

Mas, inevitavelmente, vieram à sua mente.

— O que eu quis dizer é, se você e sua esposa tiverem um bebê no futuro, você preferiria menino ou menina?

Afonso virou o rosto, o olhar recaindo ao acaso em algum ponto distante, os olhos já sem brilho.

— Se a pessoa com quem eu me casar for alguém que eu ame reciprocamente, então dependerá dela. O que ela gostar, eu gostarei.

Se amar reciprocamente...

O que isso queria dizer?

Por que aquilo soou tão estranho?

Ele e a Senhorita Isabella não se amavam reciprocamente?

Como assim "se"?

— Você e a Senhorita Isabella...

— Afonso — a voz de Belmira interrompeu. — Ajude a madrinha a passar o mingau de abóbora para a mão esquerda.

A agulha do soro estava na mão direita, dificultando os movimentos.

Afonso se levantou, foi para o lado esquerdo de Belmira, preparando-se para dar o mingau na boca dela.

Belmira acenou com a mão esquerda.

— Esqueceu? A madrinha sabe usar as duas mãos.

Só então Afonso se lembrou.

— Esqueci mesmo.

Belmira balançou a cabeça, sorrindo.

Para alguém com uma memória fotográfica impecável, como ele poderia ter esquecido de verdade?

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