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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 440

— O que tem o Sr. Afonso e eu?

Belmira fez uma pausa antes de transformar a pergunta num sorriso leve.

— Nada, só acho que vocês se dão muito bem.

Naiara não viu maldade na observação.

— Sim, nós temos muitas coisas em comum e dividimos os mesmos interesses. É fácil conversar com ele.

— E o que você acha do Afonso como pessoa?

Naiara piscou, surpresa.

— Madrinha, por que a senhora está me perguntando isso também?

Belmira manteve o sorriso amigável.

— Quem mais te perguntou isso?

— A Isadora.

— Aquela sua amiga inseparável?

— Uhum.

— E o que você respondeu para ela?

Naiara pensou por um longo momento.

— Esqueci.

Ela riu logo em seguida.

— Dizem que a gravidez deixa a gente com a memória ruim por um bom tempo. Tenho esquecido de muita coisa ultimamente. Acho que estou ficando boba.

Belmira a olhou com carinho, como quem olha para uma criança inocente.

— É, para mim você parece mesmo uma bobinha.

Naiara fez um bico adorável.

— É sério?

Belmira afagou o cabelo dela.

— Mas só é boba em um assunto específico. Para o resto, continua muito inteligente.

— Que assunto?

Belmira apenas sorriu, preferindo não responder.

Naiara insistiu.

— Ah, madrinha, me conta. Em qual assunto eu fiquei boba?

Belmira decidiu que era melhor deixar as coisas como estavam. Havia certas verdades que, se trazidas à tona cedo demais, só criariam constrangimentos. Melhor manter o silêncio.

— Eu acho que deve doer muito.

Belmira perdeu as palavras por um segundo, sem saber como confortá-la.

— Não tenha medo. Quando a hora chegar, eu e o seu padrinho estaremos lá com você.

— Eu... — Afonso começou a falar, mas parou no meio da frase.

Naiara e Belmira olharam para ele, esperando que concluísse o pensamento.

O silêncio se esticou, e Belmira perdeu a paciência.

— O que foi, Afonso? Pare de enrolar e fale logo.

A expressão de Afonso tornou-se sutilmente desconfortável.

— Quando o bebê nascer, eu poderia dar uma olhada?

Belmira caiu na gargalhada.

— Menino bobo, todos nós estaremos lá no hospital para acompanhar a Naiara. É claro que você vai ver o bebê quando nascer.

— Mas eu... — Afonso pigarreou — queria ser o primeiro a ver.

Naiara, que estava no meio de uma mordida na batata-doce, parou. Com a boca entreaberta e os olhos arregalados de surpresa, ela perguntou:

— Por quê?

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