Karina estava tão desesperada que, num rompante, pensou em Naiara.
— Só pode ter sido aquela mulher! Sim! É isso, com certeza ela escutou a nossa conversa escondida quando ainda vivia na mansão da família Lucca!
— Isso mesmo! Tem que ser aquela vagabunda! A família Lucca a enxotou, ela ficou cheia de ódio e agora está inventando um jeito de transformar a nossa vida num inferno.
Carlos levantou-se abruptamente, chutando a cadeira com um movimento seco e agressivo, como se liberasse uma fúria reprimida por tempo demais.
— O que ela tem a ver com isso?! Parem de jogar a culpa de tudo nas costas dela! Se não fossem por vocês duas, eu e ela não teríamos nos divorciado!
Karina encolheu-se, aterrorizada, sem ousar dar um pio.
Ela nunca tinha visto Carlos explodir com tanta violência.
E muito menos na frente de Franciely.
Ninguém se atrevia a levantar a voz para aquela velha matriarca.
O que estava acontecendo com Carlos...
— Carlos. — Franciely forçou-se a controlar a respiração. — Você vai mesmo virar as costas para a sua família por causa de uma mulherzinha de quinta?
Ele deu passos lentos, aproximando-se da cama e encarando-a de cima, com superioridade.
— Ela não é uma mulherzinha de quinta. Nunca foi.
Franciely deu um sorriso desdenhoso.
— Pelo visto, você realmente se apaixonou por ela. Mas e daí? Acha mesmo que ela algum dia vai cruzar os portões da família Lucca novamente?
— Carlos, você acha que eu não sei exatamente o que se passa nessa sua cabeça?
— Desde quando você tem o direito de falar assim comigo?! Que autoridade você tem para gritar aqui dentro?! Acha que aquela sua família de inútil vai te dar algum respaldo?! Se ousar dizer mais uma palavra, eu mando você pra fora desta casa! Não me importo de enxotar mais uma inútil!
Karina tremia da cabeça aos pés, dominada pela revolta.
— Eu trabalhei como uma escrava para a família Lucca a minha vida inteira! Sempre que a senhora se irritava, descontava em mim! Passei décadas engolindo sapos sem ousar responder uma única vez! Mesmo que eu não tenha feito grandes contribuições para os negócios, pelo menos eu te dei dois netos! Só por isso a senhora deveria me tratar com um mínimo de respeito!
— Está querendo acertar as contas comigo agora? — Franciely estava possessa.
— Sim! Estou acertando as contas! — As décadas de humilhação fizeram com que Karina não conseguisse mais se conter. — O Carlos é meu filho! Eu não vou ficar de braços cruzados vendo a senhora humilhar o meu filho!
— No passado, nós fizemos um acordo! A senhora prometeu que, se eu a ajudasse a expulsar aquela mulher da família Lucca, e o Carlos se casasse com a Adriana, a senhora passaria o controle total do patrimônio para ele!
— E no fim das contas, a senhora volta atrás na própria palavra! Fez um testamento pelas costas, deixando só uma empresa para ele! E o resto? Vai entregar tudo para aquela bastarda?!

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...