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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 408

Karina, no fundo, nunca sentiu o menor afeto por Vitória.

Durante todos esses anos, ela só a aturava porque fora obrigada por Franciely, não tendo outra escolha senão fingir uma paz superficial.

Mas, nas profundezas de seu coração, a simples existência de Vitória era uma humilhação constante.

As palavras afiadas de Karina deixaram Franciely sem ar por um momento. A velha matriarca puxou o fôlego várias vezes, ofegante.

— Vocês... vocês estão querendo se rebelar, é isso?!

— Se é assim que a senhora vê, então sim, eu estou me rebelando! — Karina não se importava com mais nada. Simplesmente chutou o balde.

Era um absurdo!

Ela havia suportado tanta humilhação só para garantir que seu filho assumisse o poder da família Lucca.

E, no final, aquela velha lhes apunhalava pelas costas.

Era intolerável!

— Tudo isso porque o Carlos se parece fisicamente com o seu falecido marido, não é?! O seu marido a traiu, a senhora o odiava, e por isso, toda vez que olha para o Carlos, se lembra da traição e da dor que ele lhe causou!

— É justo tratar o Carlos assim?! Ser parecido com ele é um crime imperdoável?! Isso é problema psicológico! Não! Mais do que isso, a senhora é doente da cabeça!

Franciely foi atingida por uma onda de vertigem.

Cega pela fúria, Karina já não conseguia frear o ressentimento acumulado.

— Quer saber por que o seu marido a traiu?! O problema era você, não ele! Você sempre foi uma tirana controladora!

— Você...! — O rosto de Franciely perdeu subitamente toda a cor.

— Foi bem feito o seu marido não te querer!

Aquela última frase foi o golpe de misericórdia que destruiu Franciely por completo.

A velha agarrou o próprio peito, a boca aberta, lutando desesperadamente para puxar o ar, que parecia não entrar mais.

Só então Karina percebeu que algo estava muito errado e entrou em pânico.

— Carlos! Carlos! Rápido! Os remédios para o coração que o médico passou!

Mas Carlos agarrou o braço de Karina com força.

Karina encontrou aquele olhar carregado de significado e paralisou.

— Chame uma ambulância.

A ambulância não demorou a chegar.

Os paramédicos tentaram de tudo, mas não havia mais salvação.

— Sinto muito, Sr. Carlos. O tempo de reanimação da senhora já havia passado. Não pudemos fazer nada.

Ao ouvir isso, Karina desabou num choro escandaloso.

Seus prantos ecoavam pelo quarto.

Quem visse de fora, juraria que era a nora mais devotada e amorosa do mundo.

Adriana encolheu-se atrás de Carlos, sem coragem sequer de dar um passo à frente para olhar o corpo, incrédula.

— Carlos... a avó... como ela ficou assim de repente?

Carlos não respondeu. Apenas puxou Karina, que chorava aos prantos, para que se levantasse.

— Mãe, prepare o funeral.

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