A chamada de Carlos fez Naiara voltar das suas memórias para a realidade.
Ao ver o número familiar na tela, ela demorou um pouco para lembrar de quem se tratava. O número era de Carlos.
Naiara podia adivinhar o motivo da ligação.
Ele já devia ter descoberto toda a sua verdadeira identidade.
Ligar agora não passava de uma demonstração de incredulidade; ele queria ouvir a confissão sair da própria boca dela.
Naiara acertou em cheio.
Aquele era exatamente o estado mental de Carlos no momento.
Ele havia ligado inúmeras vezes. Nenhuma foi atendida, até que, por fim, foi jogado na lista de bloqueio.
Carlos conteve o impulso de arremessar o aparelho na parede.
Afinal, era um celular novo, comprado havia poucos dias.
Meia hora depois.
Pátio do Luar.
Carlos estava parado diante da porta, tentando adivinhar a senha da fechadura eletrônica.
A primeira reação foi tentar o aniversário de Naiara.
O resultado...
Senha incorreta.
Pensando bem, ele mesmo não tinha muita certeza se a data de aniversário que lembrava era a correta.
A segunda reação foi tentar o dia do casamento deles.
Desse dia, ele se lembrava muito bem.
Porque aquele dia também fora a data em que a mulher que ele amava havia se casado com o seu próprio irmão mais novo.
Mas, infelizmente, o visor voltou a indicar senha incorreta.
Quando ele se preparava para digitar de novo, a porta se abriu de repente.
Carlos teve um momento de alegria secreta, achando que Naiara havia voltado.
Mas o que viu foi o rosto gélido de um homem.
Carlos travou e disparou instintivamente:
— Quem é você?
Gualter tinha acabado de sair do banho. Seus cabelos ainda estavam úmidos, e ele tinha uma postura preguiçosa.
Traços marcantes, linhas fortes — um homem de muito carisma.
Gualter respondeu com frieza:
— Quem é você?
Uma raiva perversa subiu pelo peito de Carlos.
— Fui eu quem perguntou primeiro!
Gualter não deu a mínima para ele.
— E eu também estou perguntando.
Gualter o bloqueou.
— Se tem algum assunto, ligue para ela.
Carlos rangeu os dentes.
— Ela me bloqueou.
Aquele "Ah" que Gualter soltou a seguir foi bem sugestivo.
— Ela não está aqui.
E assim que terminou a frase, a porta foi fechada.
Carlos ficou parado, atordoado por vários segundos.
Com a porta batida na sua cara daquele jeito, a sua fúria começou a subir vertiginosamente.
Ele já estava cheio de perguntas que queria esclarecer.
Agora, ainda aparecia um homem suspeito, o que deixou Carlos ainda mais furioso.
Naiara logo recebeu uma mensagem de Gualter.
[Seu ex-marido veio te procurar. Está na porta, não foi embora.]
Naiara se sentiu impotente.
Desde quando Carlos tinha ficado com a cara de pau tão grossa?
Naiara: [Não precisa dar atenção. Daqui a pouco ele cansa e vai embora.]

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...