Meia hora depois.
Outra mensagem de Gualter chegou.
[Você ainda tem sentimentos por esse ex-marido?]
Naiara não sabia por que Gualter estava perguntando aquilo de repente, mas respondeu.
[O que você acha?]
Gualter: [Entendido.]
Depois disso, houve um silêncio.
Naiara pensou.
Ele entendeu?
Entendeu o quê?
Até que outra mensagem de Gualter chegou.
[Resolvido.]
Naiara ficou muito curiosa.
[Como você resolveu?]
Gualter: [Liguei para a polícia. Disse que um cara estava me assediando na porta. A polícia veio e o levou.]
O humor de Naiara, que antes estava pesado, melhorou na mesma hora. Ela não conseguiu segurar a risada.
Aquele jeito do Gualter era muito do seu agrado.
Ser forjado pelas dificuldades da vida deixava as pessoas um pouco mais frias e difíceis de confiar nos outros. Mas esse tipo de personalidade não era de todo ruim.
Pelo menos na hora de lidar com certas situações, ele era muito prático e direto.
Depois de uma boa bronca dos policiais, Carlos foi liberado.
Ele foi para um bar e bebeu até tarde da noite.
Ao receber uma ligação, Zuleica correu para o bar imediatamente para buscá-lo.
Ela o levou para casa e o ajeitou na própria cama.
Carlos estava bêbado, mas ao mesmo tempo parecia não estar.
Ele agarrou Zuleica e a puxou com força para a cama.
Não houve muitas palavras, não houve preliminares. Apenas uma possessão louca e frenética.
Não havia sentimento algum ali, restava apenas a necessidade de descarregar.
Parecia que ele queria devorá-la viva para se sentir melhor.
Dor.
Aquela era a sensação de Zuleica.
Mas ela sabia que Carlos também sentia dor.
Só que a dor dele era no coração.
Depois do ato.
Carlos saiu de cima de Zuleica, completamente nu, e foi para o banheiro tomar banho.
Quando saiu, Zuleica estava sentada na cama encostada na cabeceira, fumando um cigarro.
Os olhos de Carlos estavam manchados com finos fios de sangue.
Pelo visto, a qualidade do seu sono na noite anterior também havia sido péssima.
A voz dele saiu carregada do que parecia ser ódio.
— Ela mentiu para mim o tempo todo!
Zuleica: — A jovem senhora?
Ao ouvir aquelas palavras, a expressão de Carlos escureceu.
— Não use esse título. Ela já não é mais isso há muito tempo.
Zuleica baixou os olhos, olhando para a ponta dos seus dedos.
Naquele dia, na floricultura, enquanto carregava umas coisas, ela acabou quebrando a unha do dedo anelar.
Doeu tanto na hora que os seus olhos se encheram de lágrimas.
Naquele momento, ela pensou em ligar para Carlos.
Mesmo que recebesse apenas uma simples palavra de consolo, ela já estaria satisfeita.
Mas no fim, Zuleica não ligou.
Implorar por atenção era pior do que não ter nenhuma; era só uma forma de se enganar.
Até mesmo agora, depois de terem tido relações íntimas, ele sequer notou a sua unha quebrada.
Zuleica escondeu os seus verdadeiros sentimentos no fundo do coração e exibiu um sorriso terno e compreensivo.
— O que a Srta. Naiara escondeu de você?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...