Além disso, depois do acidente de hoje, ela precisava ser ainda mais cuidadosa.
Naiara se assustou com o próprio pensamento.
Wilson?
Poderia ter sido ele também?
Mas não importava quem fosse, Naiara não tinha a menor intenção de se encontrar com Wilson.
A cautela era a sua melhor aliada.
O bebê no seu ventre já havia passado por sofrimentos demais junto dela. Acontecesse o que acontecesse, ela precisava proteger o seu filho.
Naiara foi direta e fria:
— Estou muito ocupada, não tenho tempo.
Wilson parecia já esperar que ela recusasse.
— Se quiser saber quem foi que realmente atropelou e matou a sua mãe biológica, é melhor vir me encontrar.
O corpo de Naiara estremeceu levemente, e o celular quase escorregou da sua mão.
— Você sabe?
O tom de Wilson era autoritário.
— Acha que eu tenho tempo para brincadeirinhas com você?
Naiara odiava ter que relembrar a cena em que vira a mãe biológica no hospital.
Aquele momento, sempre que vinha à mente, era como uma facada no peito.
A felicidade havia chegado rápido demais, e partido rápido demais.
Hoje, ela já não ousava definir a palavra "felicidade" com tanta facilidade.
Naiara estabilizou as emoções.
— Ah, eu também sei, só não tenho as provas no momento.
Wilson: — Eu tenho as provas.
Naiara ficou em silêncio por um longo tempo.
Wilson tinha provas?
Aquilo era verdade ou apenas uma armadilha?
— Se você quer as provas, é melhor vir se encontrar comigo.
Naiara estava muito desconfiada.
— Mesmo que você tenha as provas, com a sua relação com a família Lucca, é impossível que me entregue isso.
Wilson riu, um som ardiloso e sombrio.
— Que relação eu tenho com a família Lucca? Apenas a de que a minha filha vai se casar com o Carlos. Fora isso, que outra relação eu teria?
Naiara não entendeu muito bem aquela frase.
Wilson continuou.
[Está cansada?]
O dedo de Naiara pairou sobre a tela por um longo tempo.
[Não estou.]
Afonso: [Que bom. Vá dormir cedo.]
Naiara conteve o impulso de ligar para ele.
[Amanhã de manhã vou chegar mais tarde na empresa. Tenho um assunto particular.]
Afonso: [Tudo bem.]
Naiara colocou o celular de lado e observou a tela apagar.
Seu coração pareceu afundar junto.
Se Wilson realmente tinha as provas sobre o atropelamento da sua mãe, então ela tinha que ir.
A cena aterrorizante no viaduto passou novamente pela sua mente.
Naiara abriu a galeria do celular.
Na foto, Miriam estava sentada em silêncio perto da janela, com o rosto sereno, parecendo uma pessoa comum.
Naiara murmurou para a tela.
— Mãe... foi a senhora que nos protegeu hoje? A mim e ao... meu bebê?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...