O celular vibrou. Era uma mensagem de Belmira.
[Naiara, querida, você poderia vir jantar comigo no fim de semana?]
Naiara não hesitou e respondeu na mesma hora.
[Claro, madrinha. Sem problemas.]
Desde que Belmira a aceitara como afilhada, Naiara sentia como se tivesse ganhado uma nova integrante para sua própria família.
O afeto e a preocupação constante de Belmira superavam as expectativas de Naiara.
Fábio esticou o pescoço, sem nenhum pudor de invadir a privacidade alheia.
— De quem é a mensagem?
Naiara simplesmente virou a tela do celular para ele.
— Da minha madrinha. Ela me chamou para jantar no fim de semana.
Fábio fez um bico, deduzindo rapidamente.
— A tia do Afonso, né? Então pode apostar que o Afonso também vai estar lá.
Naiara não tinha parado para pensar nisso.
— Não sei te dizer.
Fábio voltou à sua pose de galanteador debochado.
— É só você mandar uma mensagem e perguntar para ele, oras.
Faz sentido, pensou ela.
Fábio virou as costas e começou a andar para longe.
— Você já vai? — perguntou Naiara.
Fábio respondeu sem olhar para trás:
— Se eu não for, vou ter que ficar aqui assistindo a essa melação amorosa de vocês.
Naiara balançou a cabeça, rindo da situação.
Aquele sujeito era incapaz de dizer uma frase séria.
Naiara abriu o chat com Afonso e digitou.
[A madrinha me chamou para jantar no fim de semana.]
A resposta de Afonso foi imediata.
[Sim, minha tia me avisou. Eu também estarei lá.]
Naiara: [Ah, entendi.]
Afonso: [É o aniversário dela.]
Como assim?
Naiara: [E por que ela não me avisou nada sobre o aniversário?]
Afonso: [Acredito que ela não queira que você gaste dinheiro com presentes.]
Seus seios fartos e macios pressionaram-se contra o corpo dele de forma sugestiva.
Infelizmente, Carlos não sentiu a menor faísca de desejo.
Quando estiveram na mansão da família Fontana, ele precisou forçar a situação para conseguir ir para a cama com ela.
A mulher deitada sob seu corpo era Adriana, mas a imagem que invadia sua mente durante o ato era a de outra pessoa.
Como Adriana havia passado por um parto normal, certas partes de seu corpo já não tinham a mesma firmeza de antes.
Isso só aumentava a desconexão de Carlos. Cada estocada parecia apenas o cumprimento mecânico de uma tarefa imposta.
Após o ato daquela noite, Carlos teve a certeza final: seu coração já não pertencia a Adriana.
Não havia sequer atração física básica.
Mas Adriana, por outro lado, estava no ápice de sua satisfação.
Seu desejo por Carlos apenas crescia a cada dia.
Naquele momento, abraçada à cintura forte do noivo e relembrando a intensidade da noite, seu corpo começou a queimar de ansiedade novamente.
— Carlos... durma aqui no meu quarto esta noite.
Se ter mais um filho fosse o preço para consolidar sua posição intocável como a senhora da família Lucca, ela suportaria com prazer as dores de outro parto.
Carlos forçou o seu melhor tom de afeto.
— O que foi? Ainda não teve o suficiente? Já está querendo de novo? — disse ele, com um sorriso que não chegava aos olhos.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...