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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 364

— Apenas um casal resolvendo assuntos particulares. O Sr. Fábio não tem mais o que fazer?

Por que esse homem intrometido estava em todo lugar?

Fábio apontou com o queixo para o final do corredor.

— A sua esposa não está ali?

Carlos virou-se e viu Adriana parada a alguns passos de distância, com uma expressão de mágoa estampada no rosto.

Mas, na realidade, Adriana estava fervendo de ódio. Ela quase tinha corrido até lá para separar os dois à força.

Carlos suspirou, derrotado, e caminhou até a noiva.

— Não pedi para você me esperar? Por que subiu?

Adriana abriu a boca, engolindo a fúria que ameaçava transbordar.

Seu pai tinha razão. Os erros que ela mesma cometera no passado eram muito mais graves do que aquilo. De que adiantava se fazer de vítima agora? Desde que ela conseguisse se casar com Carlos e consolidar sua posição como a senhora da família Lucca, ela poderia muito bem fechar os olhos para essas pequenas indiscrições.

Após se convencer disso, Adriana exibiu seu melhor sorriso doce e inocente.

— Como você estava demorando muito, fiquei preocupada e vim ver se estava tudo bem. E, por coincidência, eu também queria cumprimentar a cunhada... oh, me desculpe, a Srta. Naiara. Afinal, já fomos da mesma família um dia.

— Mas parece que interrompi a conversa de vocês. Carlos, você não está bravo comigo, está?

As palavras eram melífluas e a explicação soava completamente sensata e razoável. Mesmo que Carlos quisesse se irritar, não encontraria motivos lógicos para isso.

Com Fábio presente, ele não tinha como continuar a interrogatória com Naiara. Só lhe restava recuar.

— A conversa já terminou. Vamos embora.

Adriana agarrou o braço dele, possessiva.

— Sim, vamos para casa. Precisamos descansar cedo hoje. Amanhã vamos provar o meu vestido de noiva.

Aquelas palavras foram ditas com uma intenção clara de alfinetar.

Felizmente, Naiara ouviu tudo com a mesma tranquilidade de um lago imóvel.

Assim que os dois viraram a esquina, Fábio segurou o pulso de Naiara, examinando-o com cuidado.

Estava vermelho e marcado.

Ele sacou o celular na mesma hora. — Vou tirar uma foto disso e mandar para o Afonso.

Naiara rapidamente escondeu a mão atrás das costas.

— Pare com isso. Ele passou o dia inteiro ocupado com a feira de tecnologia. Deixe-o descansar em paz.

Fábio guardou o celular, resignado.

— Que tal se eu passar todas as minhas ações do Grupo Jasmim para você? Deixar todo o trabalho pesado nas suas mãos enquanto eu apenas recebo os lucros... não é justo.

Fábio paralisou, surpreso.

— Você não as quer mais? Não foi você que lutou com unhas e dentes para recuperar o controle do grupo?

Naiara soltou um longo suspiro.

— Desde que a empresa não caia nas mãos de pessoas indignas de confiança, eu não tenho com o que me preocupar. E você... eu confio em você.

Aquela única frase aqueceu o coração de Fábio de forma inesperada.

— Tá bom, tá bom. Eu estava apenas brincando agora há pouco. Eu só assumi essa bronca por sua causa. Se você pular fora, eu também lavo as minhas mãos e caio fora.

Naiara ainda tentou argumentar.

Fábio passou o braço pelos ombros dela, num gesto camarada.

— Não precisa se sentir mal. Você não faz ideia do quanto eu me divirto cobiçando o seu charme todos os dias. Posso não ter a chance de ficar com você, mas poder te admirar de perto já é um luxo e tanto.

Naiara não aguentou e caiu na gargalhada.

— Você é realmente...

Incorrigível.

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