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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 366

Adriana balançou o corpo, fazendo beicinho de forma manhosa.

— Que chato! Eu não quero ir.

Carlos a persuadiu com uma voz suave:

— Amanhã você tem que provar o vestido de noiva. Durma bem hoje e recupere as energias. Caso contrário, vai acordar com o rosto inchado amanhã e não ficará bonita.

Adriana ficou tensa ao ouvir isso.

— É verdade... Então preciso dormir cedo, senão ficarei feia no vestido.

Carlos segurou o rosto dela e deu um beijo em sua testa.

— Boa garota.

Após acalmá-la, Carlos saiu do quarto.

Imediatamente, ligou para Ronaldo.

— Vá até a Universidade de Rio Belo e puxe todo o histórico de Naiara. O mais rápido possível.

— Sim, Sr. Carlos. — respondeu Ronaldo.

Carlos desligou e acendeu um cigarro.

As palavras de Naiara ecoavam em sua mente.

Desde que os principais técnicos da empresa haviam debandado para a Nuvem Pioneira, tudo parecia estar fora dos eixos.

Haveria alguma ligação com aquela mulher?

A incerteza o deixava irritado e inquieto.

Nesse momento, foi inevitável pensar em Zuleica.

Quando a ligação foi atendida, a voz de Zuleica soou um tanto rouca.

— Carlos? Ainda não foi dormir?

Carlos deu um trago profundo no cigarro.

— Não, acabei de chegar. Você já foi deitar tão cedo?

— Sim, estou um pouco cansada. Queria descansar mais cedo.

— Entendo.

— Resolveu os problemas?

— Resolvi.

— Que bom... Sinto muito por ter lhe causado problemas.

Carlos mudou de assunto.

— Já se acostumou com o lugar novo?

— Até que sim. Só é um pouco grande demais. Estava acostumada a morar em casas menores.

Era grande demais, vazia, o que a deixava com um vazio no peito.

— Sim. Trate-a como uma amiga comum.

Carlos deu um riso frio.

— Ela parece me tratar como um inimigo.

Zuleica fez uma pausa.

— Você parece se importar muito com o que ela pensa de você agora.

Carlos fechou os olhos. A imagem das roupas que Naiara usava hoje, bem como sua elegância incomparável, surgiu em sua mente.

Uma irritação infundada tomou conta de seu peito.

Por que, quando estavam juntos, ele nunca percebera o quanto aquela mulher era atraente?

— Carlos? — O chamado baixo de Zuleica o trouxe de volta à realidade.

No entanto, ele não quis continuar com o assunto.

— A questão da floricultura já está resolvida. Quando quer inaugurar? Vou pedir para o Ronaldo preparar algumas coisas para você.

— Não precisa. — respondeu Zuleica. — Não gosto de chamar muita atenção. Amanhã mesmo eu já vou para a floricultura.

Ficar ociosa em casa parecia mais exaustivo do que trabalhar.

Cansava a mente.

As pessoas só se sentiam realizadas quando estavam ocupadas.

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