— Além disso, ela deu à luz um filho tão adorável para você. Mesmo que não sinta gratidão, deveria ao menos reconhecer o esforço dela.
Carlos conteve a turbulência de emoções que revolvia em seu interior.
— Eu sei.
Sua mente zombou. Ainda estava para se confirmar se Adriana era mesmo a única joia preciosa de Wilson.
Como o assunto parecia encerrado, Carlos suspirou aliviado. Contudo, Franciely disse repentinamente:
— E não deixe para ir amanhã. Vá agora mesmo. Quanto mais rápido aparecer lá, mais sinceras parecerão as suas desculpas.
— Tudo bem.
Franciely pensou por mais um momento.
— Quer saber? Esqueça. Eu irei com você. Com a minha presença, tanto o Wilson quanto a Adriana terão que nos tratar com respeito.
— Certo.
— Jorge! — chamou a matriarca.
O motorista Jorge apareceu às pressas.
— Senhora, em que posso ajudar?
— Vá à adega e traga duas garrafas de um excelente vinho tinto e uma caixa de chá da melhor qualidade. Ah, traga também aquelas caixas de ginseng e chifre de veado que me mandaram de presente da última vez. Vamos levar tudo isso.
O porta-malas ficou abarrotado de presentes. Assim que chegaram ao destino, Jorge foi tocar a campainha.
A governanta abriu a porta e, ao se deparar com Franciely, paralisou por um segundo.
— Senhora Lucca! A que devemos a honra?
No rosto de Franciely, não havia o menor rastro de raiva, apenas um sorriso polido.
— Vim fazer uma visita à minha futura neta.
A governanta apressou-se em anunciá-los. Franciely acreditou que o próprio Wilson sairia para recebê-la, mas quem retornou à porta foi a funcionária.
Com um sorriso constrangido, a governanta disse:
— Senhora Lucca, o Sr. Wilson mandou avisar que não está se sentindo bem. Pediu que a senhora retorne para casa e que venha visitá-lo em outro dia.
Ao ouvir aquilo, Franciely sentiu-se insultada. Porém, como a família Lucca estava errada na história, ela teve que engolir o orgulho.
— Oh? Sério? — murmurou Wilson, cético.
— Se você parar para pensar, faz sentido. Se os dois realmente tivessem um caso, o Carlos a levaria para uma exposição? Aquele lugar estava cheio de gente de todos os tipos, acha que ele não teria medo de ser descoberto?
Aquela lógica parecia razoável. Ao notar que o semblante dele havia relaxado um pouco, Franciely aproveitou a brecha:
— Mesmo o Carlos não tendo traído a Adriana, eu já dei uma boa bronca nele. Se houve espaço para mal-entendidos, foi porque ele não agiu de forma adequada. Com certeza ele cometeu algum deslize involuntário que abriu margem para fofocas.
— Além do mais, não podemos cair numa armadilha por causa de uma simples foto. Com certeza foi obra de alguém mal-intencionado, que tirou a foto e mandou para cá de propósito. O único objetivo dessa pessoa é colocar as nossas famílias em guerra para poder rir da nossa desgraça!
Wilson refletiu por um momento.
— O que você disse tem fundamento. Aquela foto realmente não prova que o Carlos estava de caso com essa mulher.
Franciely lançou um olhar significativo para o neto. Carlos entendeu o recado imediatamente.
— Sr. Wilson, eu peço perdão. Fui irresponsável e não soube manter uma distância profissional adequada. Causei todo esse mal-entendido e acabei partindo o coração da Adriana.
Antes que Wilson pudesse abrir a boca para repreendê-lo, Franciely adiantou-se.
— Sendo assim, consogro, para demonstrarmos o tamanho da nossa sinceridade, oficializaremos o casamento deles no dia quinze do mês que vem.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...