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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 358

— Além disso, ela deu à luz um filho tão adorável para você. Mesmo que não sinta gratidão, deveria ao menos reconhecer o esforço dela.

Carlos conteve a turbulência de emoções que revolvia em seu interior.

— Eu sei.

Sua mente zombou. Ainda estava para se confirmar se Adriana era mesmo a única joia preciosa de Wilson.

Como o assunto parecia encerrado, Carlos suspirou aliviado. Contudo, Franciely disse repentinamente:

— E não deixe para ir amanhã. Vá agora mesmo. Quanto mais rápido aparecer lá, mais sinceras parecerão as suas desculpas.

— Tudo bem.

Franciely pensou por mais um momento.

— Quer saber? Esqueça. Eu irei com você. Com a minha presença, tanto o Wilson quanto a Adriana terão que nos tratar com respeito.

— Certo.

— Jorge! — chamou a matriarca.

O motorista Jorge apareceu às pressas.

— Senhora, em que posso ajudar?

— Vá à adega e traga duas garrafas de um excelente vinho tinto e uma caixa de chá da melhor qualidade. Ah, traga também aquelas caixas de ginseng e chifre de veado que me mandaram de presente da última vez. Vamos levar tudo isso.

O porta-malas ficou abarrotado de presentes. Assim que chegaram ao destino, Jorge foi tocar a campainha.

A governanta abriu a porta e, ao se deparar com Franciely, paralisou por um segundo.

— Senhora Lucca! A que devemos a honra?

No rosto de Franciely, não havia o menor rastro de raiva, apenas um sorriso polido.

— Vim fazer uma visita à minha futura neta.

A governanta apressou-se em anunciá-los. Franciely acreditou que o próprio Wilson sairia para recebê-la, mas quem retornou à porta foi a funcionária.

Com um sorriso constrangido, a governanta disse:

— Senhora Lucca, o Sr. Wilson mandou avisar que não está se sentindo bem. Pediu que a senhora retorne para casa e que venha visitá-lo em outro dia.

Ao ouvir aquilo, Franciely sentiu-se insultada. Porém, como a família Lucca estava errada na história, ela teve que engolir o orgulho.

— Oh? Sério? — murmurou Wilson, cético.

— Se você parar para pensar, faz sentido. Se os dois realmente tivessem um caso, o Carlos a levaria para uma exposição? Aquele lugar estava cheio de gente de todos os tipos, acha que ele não teria medo de ser descoberto?

Aquela lógica parecia razoável. Ao notar que o semblante dele havia relaxado um pouco, Franciely aproveitou a brecha:

— Mesmo o Carlos não tendo traído a Adriana, eu já dei uma boa bronca nele. Se houve espaço para mal-entendidos, foi porque ele não agiu de forma adequada. Com certeza ele cometeu algum deslize involuntário que abriu margem para fofocas.

— Além do mais, não podemos cair numa armadilha por causa de uma simples foto. Com certeza foi obra de alguém mal-intencionado, que tirou a foto e mandou para cá de propósito. O único objetivo dessa pessoa é colocar as nossas famílias em guerra para poder rir da nossa desgraça!

Wilson refletiu por um momento.

— O que você disse tem fundamento. Aquela foto realmente não prova que o Carlos estava de caso com essa mulher.

Franciely lançou um olhar significativo para o neto. Carlos entendeu o recado imediatamente.

— Sr. Wilson, eu peço perdão. Fui irresponsável e não soube manter uma distância profissional adequada. Causei todo esse mal-entendido e acabei partindo o coração da Adriana.

Antes que Wilson pudesse abrir a boca para repreendê-lo, Franciely adiantou-se.

— Sendo assim, consogro, para demonstrarmos o tamanho da nossa sinceridade, oficializaremos o casamento deles no dia quinze do mês que vem.

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