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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 357

Karina encarou o próprio filho, paralisada. A expressão dele era assustadoramente gélida. Um calafrio percorreu a espinha da mulher, que não ousou dizer mais nada.

— E mais uma coisa: se quiser contar à avó o que conversamos aqui, fique à vontade. Isso se você não tiver medo de piorar ainda mais a situação.

Dito isso, Carlos deu as costas e saiu sem olhar para trás.

Quando ele estava prestes a passar pela porta, Karina finalmente despertou do choque e o chamou, aflita:

— Carlos, escute o meu conselho! Você aguentou até aqui, custa esperar um pouco mais? Quando a herança da família Lucca estiver nas suas mãos, será você quem vai dar as ordens nesta casa. Aí, sim, você poderá fazer o que quiser, e ninguém terá poder sobre você.

— Não digo apenas uma mulher, se quiser ter dez, terá! Mas, neste momento, seja mais contido. Não aja por impulso e jogue fora todos esses anos de sacrifício.

Carlos apertou os lábios, limitando-se a soltar um "hm" frio. Em seguida, desceu as escadas.

A feição de Franciely já havia melhorado bastante. Carlos se aproximou e cumprimentou, de forma submissa:

— Avó.

Franciely apontou para o sofá à sua frente.

— Sente-se. Precisamos conversar.

Carlos obedeceu e sentou-se.

— Não me culpe por ter perdido a paciência com você. O que você fez foi, de fato, um grande erro.

Carlos manteve a mesma desculpa de antes.

— A mulher daquela foto é apenas uma cliente. Não há absolutamente nada entre nós, vocês entenderam tudo errado. Se não acredita, posso ligar para ela agora mesmo e a senhora tira a prova a limpo.

Afinal, ele já havia combinado tudo com Zuleica. Ela sabia perfeitamente o que deveria dizer.

Franciely estreitou os olhos.

— Avó, amanhã mesmo irei à mansão da família Fontana. Pedirei desculpas a ela e ao Sr. Wilson. Trarei a Adriana de volta para casa.

— É o melhor a se fazer. — A expressão severa da matriarca suavizou-se um pouco. — Mas preste bem atenção nas palavras que vai usar. Sobre esse assunto da traição, basta que eu saiba. Para a Adriana, conte uma mentira bem elaborada. Eu o ajudarei a confirmar a história.

— Entendido — assentiu Carlos.

— Mais uma coisa. — Franciely tomou um gole de seu chá de ginseng e pousou a xícara na mesa antes de continuar. — Ouvi dizer que você queria uma cerimônia de casamento mais simples?

Os olhos escuros de Carlos se contraíram. Pelo visto, Adriana tinha mesmo ido choramingar para a avó em busca de apoio. Se ele soubesse, jamais teria sugerido um casamento discreto. Acabou apenas arrumando sarna para se coçar.

— Foi só uma brincadeira que fiz com ela, é claro que não será algo simples. Se a senhora e o pai dela querem uma festa grandiosa, eu farei exatamente como desejarem.

Franciely acenou, satisfeita.

— Não é que façamos questão de ostentar, mas as famílias Lucca e Fontana são parte da alta sociedade de Rio Belo. Sem falar que a Adriana é a única herdeira e a joia preciosa do Wilson. Não podemos fazer com que a moça passe vergonha.

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