Carlos ficou paralisado. Tão rápido? Mas não se opôs. Naquele momento, ele simplesmente não tinha como dizer não.
A flecha já estava no arco e prestes a ser disparada. Não... a verdade é que ele nunca tivera forças para contrariar as ordens de sua avó.
Wilson também não esperava por aquela atitude. Levou alguns segundos para processar a informação.
— Dia quinze do mês que vem? Não é rápido demais? Um casamento exige muito tempo de preparação.
— Não se preocupe com isso — tranquilizou Franciely. — Contratarei a melhor empresa de organização de eventos para cuidar de tudo. Quanto aos preparativos, mandarei a Karina comprar tudo pessoalmente. Você não precisa mexer um dedo. Só terá que estar lá no altar, segurando a mão da Adriana para entregá-la ao Carlos.
Diante de tamanha demonstração de boa vontade, Wilson finalmente baixou a guarda.
— Carlos, estou deixando isso passar e perdoando você com tanta facilidade hoje em consideração à sua avó. Mas preste bem atenção: se algo parecido acontecer de novo, não serei tão brando.
Carlos forçou um sorriso.
— Entendi, Sr. Wilson.
— Hum? Como deve me chamar agora?
Carlos rangeu os dentes antes de responder:
— Pai.
Wilson assentiu, satisfeito.
— Vá em frente. A Adriana está no quarto lá em cima. Vá até lá e conserte essa bagunça.
Ao ouvir os passos de Carlos na escada, Adriana correu para dentro do quarto.
Na verdade, ela tinha saído do quarto assim que Carlos chegou, ficando escondida num canto, bisbilhotando a conversa.
A dor que esmagava o seu peito desapareceu completamente quando ouviu que o casamento estava marcado. Seu humor melhorou num piscar de olhos.
No entanto, Adriana não se esqueceu do conselho dado por Wilson.
O pai dela havia dito: "Por mais que você seja louca pelo Carlos, aguente firme e não vá atrás dele. Se ele vier pedir desculpas, finja que ainda está furiosa e ignore-o. Não deixe que ele pense que você é fácil de manipular, senão ele fará a mesma coisa outras vezes."
E assim ela fez. Quando Carlos entrou no quarto, Adriana sequer olhou na cara dele.
Fazendo beicinho, ela perguntou:
— Armação de quem?
— De alguém que quer nos separar, meu amor — respondeu Carlos.
Adriana mordeu o lábio inferior, os olhos marejados, e atirou-se nos braços de Carlos.
— Eu acredito em você, meu bem. Sei que nunca faria nada para me trair. A culpa foi toda minha, não deveria ter duvidado de você.
Abraçando-a, o sorriso de Carlos vacilou entre a doçura e uma frieza oculta. Fácil demais de manipular.
Contudo, quem afinal de contas havia enviado aquela foto? Seria verdade o que Naiara tinha dito? Tudo não passava de um teatro orquestrado pela própria Adriana?
Dominada pela emoção, Adriana procurou os lábios dele de forma afoita. Dessa vez, Carlos não se esquivou. Pelo contrário, tomou o controle da situação. Se ir para a cama com ela resolvesse aquele problema de uma vez por todas, ele não se importaria de fazer esse pequeno sacrifício.
Logo os dois caíram sobre a cama.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...