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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 356

Karina deu o sorriso mais forçado possível. No momento em que se virou, sua expressão mudou completamente.

Subiu as escadas e bateu na porta do quarto de Carlos. Assim que entrou, um cheiro forte de cigarro invadiu suas narinas. Ela se apressou em abrir a janela.

— Fuma e nem para abrir a janela. Quer morrer sufocado?

Carlos estava deitado na chaise, segurando um cigarro entre os dedos, com um semblante abatido.

Sendo seu próprio filho, Karina não conseguiu ser dura. Aproximou-se, tirou o cigarro da mão dele e o apagou no cinzeiro. O recipiente já estava quase cheio. Quanto ele havia fumado?

— Sua avó está chamando você lá embaixo. Vá logo e tente conversar com calma. Não importa se ela bater ou gritar com você, apenas aceite. Aguente firme e isso vai passar.

— E você também, hein? Logo agora, num momento tão delicado, o que foi fazer se envolvendo com mulherzinhas de quinta categoria? E se fosse para fazer, por que não foi mais discreto? Como deixou que vissem!

Carlos esfregou as têmporas, a voz soando fria e sombria.

— Porque me sinto sufocado nesta casa! Eu só queria alguém para conversar. Ela fala comigo, ela me diz a verdade! Entendeu agora?

Karina ficou atônita.

— Não adianta descontar a sua frustração em mim. Se é tão valente, vá gritar com a sua avó!

Carlos fechou os olhos e suspirou.

— Mãe, você não cansa?

Ela não entendeu a pergunta.

— Como assim?

— Todos esses anos, sendo esmagada pela minha avó, tendo que engolir sapos todos os dias e abaixar a cabeça. Você não está exausta?

Karina ficou um longo tempo sem conseguir responder. Nos últimos anos, a distância entre ela e o filho só havia aumentado, mal trocavam palavras no dia a dia. Ouvir uma pergunta daquelas, de repente, deixou um gosto amargo em sua boca.

Karina soltou um suspiro pesado.

— E o que eu poderia fazer mesmo cansada? Quando me casei com o seu pai, sua avó já me odiava. Ela nunca suportou olhar para a minha cara. Só o seu avô me tratava um pouco melhor.

É uma pena que quem deveria morrer continua viva, e quem não deveria, já partiu.

— Eu gostava dela, de verdade. Mas agora...

Depois de ser pressionado e forçado a tantas coisas, aquela paixão doentia havia perdido completamente o sabor.

— Agora o quê? Não gosta mais dela? — perguntou Karina.

Carlos não respondeu. Karina pensou um pouco, revirando o assunto na cabeça.

— Carlos, não me diga que você ainda está pensando naquela mulher!

Carlos levantou-se lentamente, ajeitando as roupas.

— Você acertou em cheio.

Karina tomou um susto.

— O que deu em você?! Demos um duro danado para ajudá-lo a expulsar aquela mulher desta casa! Como você ousa continuar pensando nela? Perdeu o juízo de vez?!

— Mãe. — O rosto de Carlos endureceu, o olhar cortante como uma lâmina. — De agora em diante, meça bem as palavras quando falar comigo.

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