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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 334

Naiara caminhava na direção do camarote.

Para sua surpresa, notou que Afonso não havia ido muito longe. Ele a esperava a poucos passos dali.

Uma sensação de calor confortou o peito de Naiara, e ela apertou o passo até ele.

— Por que não entrou?

— Aproveitei para tomar um pouco de ar fresco aqui fora. — respondeu Afonso.

Naiara não pensou muito a respeito.

— Entendi.

— Terminaram de conversar? — perguntou ele.

— Sim, terminamos.

Naiara pareceu se perder em pensamentos por um instante.

— Afonso.

— Sim?

— Você não acha que o amor é algo mágico? Às vezes, a gente sabe que vai se queimar, mas se atira nas chamas mesmo assim, sem olhar para trás.

Afonso a encarou fixamente, um traço de confusão cruzando seu olhar.

Naiara deu um sorriso sem graça.

— Não estou falando de mim, mas, no fim das contas, não sou muito diferente.

Anos atrás, ela amara Carlos até a alma doer. Aquilo não tinha sido exatamente se atirar nas chamas?

— A Zuleica acabou de me dizer que ama o Carlos. Eu queria ter dado um conselho, tentado fazê-la desistir, mas sei que não adiantaria nada.

O amor era assim: a menos que você fosse ferido até o osso, com cicatrizes impossíveis de apagar, provavelmente nunca acordaria da ilusão.

Exatamente como ela.

Afonso hesitou por alguns segundos.

— Se ela quer amar, que ame. Mesmo que seja para se queimar nas chamas. Pelo menos ela saberá o que é o amor.

Naiara percebeu que a expressão de Afonso estava ligeiramente diferente.

Será que ele havia se lembrado da pessoa por quem era apaixonado em segredo?

Movida pela curiosidade, Naiara não conseguiu evitar:

— Você lembrou daquela pessoa de quem gostava? Se arrepende de não ter se entregado ao amor quando pôde?

O sorriso nos lábios de Afonso carregava um traço de amargura.

— Talvez.

De repente, Naiara se lembrou de algo.

— Você disse antes que daria um grande presente quando eles se casassem. Era brincadeira, não era?

Afonso abriu um sorriso leve.

— Era verdade.

— Pura perda de dinheiro. — retrucou Naiara.

— Não tem valor financeiro. É só um pedaço de papel.

Naiara o olhou, surpresa.

— Um pedaço de papel?

— Sim. Para nós não serve de nada, mas para o Sr. Carlos, será muito útil.

Naiara franziu os lábios, tentando adivinhar o que seria. A expressão concentrada dava a ela um ar adorável.

Involuntariamente, os cantos dos lábios de Afonso se ergueram. Ele abaixou levemente a cabeça, aproximou-se do ouvido dela e sussurrou algumas palavras.

Naiara levou alguns segundos para processar a informação.

Será que aquele moleque estava escondendo algo dele?

Fábio empurrou Isadora de leve para o lado, levantou-se, caminhou até Afonso e encostou-se nele.

— Afonso...

Ele não terminou a frase. Apenas virou-se para Naiara e disse:

— É um presente para você.

Naiara ficou genuinamente chocada.

— Do nada? Por que você está me dando um colar?

Fábio deu de ombros.

— Olha a parte de trás do pingente.

Naiara virou a joia.

Havia uma letra "M" gravada.

Seria o "M" de Naiara Melo?

— Vi por acaso, achei a sua cara e trouxe para você. — disse Fábio.

Naiara não acreditou em uma única palavra.

Aquilo claramente era uma peça feita sob medida. Como alguém encontraria algo assim "por acaso"?

Mas independentemente de como ele conseguiu a joia, Naiara sabia que não podia aceitar.

— Não quero. Pode pegar de volta.

Fábio passou o braço pelos ombros de Afonso.

— Se não quer, joga fora. Para mim tanto faz.

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