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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 333

— O Sr. Afonso é muito protetor com você.

Naiara sabia que ela não dizia aquilo por mal.

— Sim, ele é uma boa pessoa.

— Não é porque ele é uma boa pessoa que te trata bem, mas porque ele quer te tratar bem.

Naiara hesitou por um momento.

— O que você quer dizer?

Zuleica deu um sorriso suave.

— Não quis dizer nada demais, apenas acho que vocês dois formam um belo casal.

— Ele tem...

Naiara parou de falar e sorriu com graça.

— Ele é um ótimo chefe e também um grande amigo. Temos gostos e interesses muito parecidos, por isso nos damos bem. É só isso.

Zuleica sorriu, sem insistir no assunto.

— Mais cedo ou mais tarde, o Sr. Carlos descobrirá que você foi para a Tecnologia Nuvem Pioneira.

Naiara:

— Não me importo.

— É possível que ele vá te procurar por causa disso.

— Tanto faz.

Agora eram do mesmo ramo profissional, e Rio Belo não era uma cidade tão grande assim. Era bem capaz de ela e Carlos se encontrarem com frequência no futuro.

Mas não como marido e mulher.

E sim como rivais.

Um traço de melancolia atravessou os olhos de Zuleica.

— Ele já está apegado a você.

Apegado a ponto de, enquanto a possuía loucamente na cama, ser o nome de Naiara que ele chamava.

Naiara deu um sorriso frio, que não envolvia os olhos.

— O Carlos é um homem sem coração. Como ele poderia se apegar de verdade? É só porque perdeu o que tinha de repente e não consegue aceitar a derrota.

Zuleica ficou em silêncio por um momento.

— Talvez você tenha razão.

O assunto morreu subitamente, como se não houvesse como continuar.

Zuleica:

— Então não vou mais atrapalhar. Obrigada mais uma vez.

Naiara hesitou por um segundo.

— Você...

Zuleica sorriu de forma serena.

— Você quer me perguntar se eu me apaixonei pelo Carlos?

— Sim.

— Por favor, diga.

Naiara:

— O Carlos não é o homem certo para você, ou melhor, ele não é o homem certo para mulher nenhuma. Porque, aos olhos dele, as mulheres não são muito diferentes de roupas descartáveis.

Zuleica:

— Eu sei.

Naiara ficou levemente surpresa.

— Se sabe, então por que ainda...

Zuleica:

— Eu apenas quero amá-lo. Sem criar nenhuma expectativa ou exigência em relação a ele.

Naiara ficou atônita por alguns segundos.

Quanta devoção!

Que paixão cega!

Comparada ao que ela fora no passado, Zuleica ia ainda mais longe.

Naiara:

— O que eu acabei de dizer foi completamente inútil, então. Desejo-lhe boa sorte, de verdade.

Zuleica acompanhou a partida dela com o olhar.

O sorriso em seus olhos desvaneceu-se lentamente.

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