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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 335

Naiara riu, sem saber se achava graça ou se ficava irritada.

— Você é louco? Gastou dinheiro para comprar e agora quer que eu jogue fora?

— Era pra você. Se você não quer, vou fazer o quê? Jogar no lixo. Ou você acha que eu daria isso para outra mulher? — Fábio revirou os olhos, dramático. — De todas as mulheres que eu conheço, acho que você é a única com o sobrenome começando com M. Não tem como eu passar isso pra frente. Se não quer, joga no lixo mesmo.

É claro que Naiara não jogaria fora.

Ela não era o tipo de pessoa que esbanjava dinheiro. Mesmo que a joia não fosse absurdamente cara, não era certo desperdiçar as coisas assim.

Naiara pensou por um momento.

— Que tal assim: me diga quanto você pagou e eu te transfiro o dinheiro. Finjo que eu mesma comprei.

Afinal, ela tinha gostado bastante do colar.

Fábio olhou para Afonso de soslaio, exibindo um sorriso malicioso.

— Não foi caro. Cinquenta mil.

Cinquenta mil!

Naiara abriu a boca, chocada.

— Isso aqui... custa cinquenta mil?!

— Cinquenta mil já é preço de amigo. — gabou-se Fábio. — Na verdade, o valor real é inestimável.

— Então joga fora! Não quero mais! — rebateu Naiara.

Fábio fez bico.

— Beleza. Vou jogar.

Assim que terminou de falar, arrancou o colar das mãos dela.

Ele levantou o braço, fazendo menção de atirar a joia direto na lixeira.

Naiara arregalou os olhos e se esticou para pegar de volta.

Ele ia jogar mesmo!

Que desperdício absurdo!

Mas, antes que ela pudesse intervir, Afonso foi muito mais rápido e segurou o pulso de Fábio com firmeza.

Afonso pegou o colar da mão dele.

Colocou-o na própria palma e ficou olhando fixamente para a joia.

Fosse o que fosse que estivesse passando por sua cabeça, sua expressão tornou-se repentinamente complexa.

Mas, em questão de segundos, ele recuperou a sua habitual postura elegante.

— São só cinquenta mil. Eu pago por ela.

Fábio riu.

— Se é você quem vai comprar, o preço não é só cinquenta mil.

Afonso não se irritou. Apenas ergueu um dos cantos da boca.

— E o que você quer?

— Quero aquele carro esportivo que você acabou de comprar.

— Feito. — respondeu Afonso, sem pestanejar.

Fábio estalou os dedos.

— Negócio fechado! Direto ao ponto!

Naiara cerrou os dentes.

— Eu te dou os cinquenta mil. Eu compro.

O sorriso de Fábio era extremamente provocador.

— Passou da hora. Tarde demais. Já fechei negócio com o nosso querido Afonso.

Naiara virou-se para Afonso.

— Não dê o carro para ele. É muito prejuízo para você.

Fábio cutucou o ombro dela com o dedo.

— Garota teimosa! O dinheiro nem é seu, por que está sofrendo? O que foi? Agora quer controlar até o dinheiro do Afonso? Já quer ser a dona da casa?

Naiara revirou os olhos para ele.

— Você está se aproveitando da situação. Não dá o carro pra ele!

Fábio jogou o peso do corpo sobre Afonso, fingindo uma voz fina e manhosa.

— Afonso, olha só... a sua funcionária está me maltratando. Briga com ela por mim.

Afonso franziu a testa, exibindo um nível palpável de nojo, e as palavras saíram frias de seus lábios.

— Suma da minha frente.

Naiara caiu na gargalhada.

Era raro ver Afonso agir daquela forma.

Tão autêntico.

E tão relaxado.

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