Adriana ficou paralisada por um longo momento.
— Você é o Afonso?
O conhecimento que Adriana tinha de Afonso limitava-se ao que ouvira da boca das pessoas da família Lucca.
Especialmente de Vitória, que vivia elogiando Afonso para ela, dizendo que ele era isso e aquilo, quase elevando-o à condição de um deus.
Adriana não pôde deixar de avaliá-lo com mais atenção.
Então este homem era o Afonso.
De fato, tinha uma aparência notável e uma presença incomum.
E com certeza tinha atributos de sobra para fazer as mulheres correrem atrás dele.
Mas, ao lembrar que ele era o arqui-inimigo de Carlos, Adriana perdeu qualquer simpatia por ele.
Humpf, não chegava nem aos pés do seu Carlos.
Naiara, é claro, não sabia que, naquele exato momento, a beleza estava nos olhos de quem amava, e achou que Adriana estivesse paralisada de medo.
Ela trocou um olhar com Afonso e os dois fizeram menção de ir embora.
Assim que deram o primeiro passo, Adriana disparou:
— Você foi trabalhar na empresa do rival do Carlos de propósito, só para chamar a atenção dele, não foi?
Diga-se de passagem, a imaginação de Adriana era algo fora do comum.
Naiara:
— É, você adivinhou de novo. Então, assim que voltar, corra para contar tudo isso ao seu Carlos. Assim ele pode vir me procurar para tirar a prova.
Adriana virou as costas e foi embora, furiosa.
— Srta. Adriana.
Afonso a chamou.
Adriana se virou, com o olhar carregado de hostilidade.
Afonso usou um tom extremamente calmo.
— Meus parabéns pelo seu futuro casamento com o Sr. Carlos.
Adriana congelou por um instante, sem entender por que Afonso diria aquilo do nada.
— Quando o dia chegar, farei questão de enviar um grande presente aos dois.
Adriana não disse nada, apenas partiu transbordando ódio.
Naiara sorriu e perguntou a Afonso:
— Quer fazer uma aposta comigo?
Afonso:
— Apostar o quê?
Naiara:
— Aposto se ela vai ou não contar ao Carlos que eu estou trabalhando na sua empresa.
Afonso deu um sorriso leve.
— Tudo bem, vamos apostar.
Naiara:
— Você aposta que ela vai ou que não vai?
Afonso:
O rosto de Zuleica não demonstrava a menor culpa; pelo contrário, exibia uma calma impressionante.
— Obrigada pelo que você fez agorinha. Não só por mim, mas, em nome do Sr. Carlos, também te agradeço.
O sorriso de Naiara era suave, sem qualquer traço de desprezo.
— Considere isso como um pagamento pelo favor que você me fez da última vez. Você me ajudou, agora eu te ajudei. Estamos quites.
Os olhos de Zuleica se encheram de um sorriso radiante, desabrochando como uma camélia.
Apesar de estar imersa naquele mundo da vida noturna, o olhar dela continuava incrivelmente puro.
Naiara suspirou internamente.
Uma mulher como aquela não deveria estar presa a um lugar assim.
Zuleica:
— Vou embora daqui amanhã. O Sr. Carlos alugou uma casa para mim e também me ajudou a encontrar um bom ponto para abrir uma floricultura.
Naiara ficou um pouco surpresa.
Ela lhe contar aquilo por iniciativa própria?
Por um instante, Naiara nem soube o que responder.
Afonso interveio:
— Vou indo na frente.
Naiara assentiu.
— Tudo bem.
Zuleica acompanhou com o olhar a direção em que Afonso se afastou.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...