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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 316

Ao sair da casa dos padrinhos, Naiara caminhava com o peso da culpa nos ombros.

O motivo era o fato de o bebê não ser de Carlos, um detalhe que ela ainda não havia compartilhado com Afonso.

Ele a tratava com tanta sinceridade e cuidado, enquanto ela retribuía escondendo a verdade. Parecia errado.

Mas revelar aquilo era...

Com o coração apertado, Naiara quebrou o silêncio.

— Me desculpe.

Afonso parou de andar, sua expressão perfeitamente serena.

— Hum? Pelo que está pedindo desculpas?

— Eu não deveria ter escondido isso de você.

— Você fez o certo em esconder — respondeu Afonso em um tom tranquilo. — É um assunto delicado e de extrema importância. Quanto mais pessoas souberem, mais problemas você terá.

Naiara soltou a respiração que nem percebera que estava prendendo.

Ele era tão compreensivo e racional que chegava a ser admirável.

— Como você ficou quieto o tempo todo, achei que estivesse chateado.

Os cantos dos lábios de Afonso se ergueram em um sorriso intrigante.

— Você parece se importar bastante se eu fico chateado ou não.

Naiara respondeu sem pensar duas vezes:

— Claro que sim, eu não quero que você fique chateado.

— E por que não?

— Porque...

Ao encontrar aqueles olhos intensos e levemente ardentes fixos nela, o coração de Naiara acelerou de forma incontrolável.

— Porque... nós somos bons amigos. E bons amigos não querem ver o outro infeliz.

Uma emoção imperceptível cruzou o olhar de Afonso.

— Certo. Bons amigos...

Os dois chegaram à garagem do prédio, o momento da despedida se aproximando.

Afonso hesitou por um segundo antes de perguntar:

— Você já pensou...

Naiara o olhou com curiosidade.

Era raro vê-lo hesitar daquela forma. Ela sorriu levemente.

— O que foi? O que você quer dizer?

— Você já pensou em contar sobre a gravidez para o pai biológico da criança?

Naiara sustentou o olhar dele, seus olhos congelando por alguns instantes.

— Já pensei, mas...

Ela abriu um sorriso melancólico e conformado.

— Se eu contasse, poderia destruir a vida normal que ele tem. Ter usado o sêmen dele por engano na clínica já foi algo imperdoável da minha parte.

— Está rindo do quê? — perguntou ele.

— Se o Fábio dissesse essas coisas, eu teria certeza de que ele estava apenas jogando charme barato. Mas vindo de você...

— Vindo de mim, o quê?

Os olhos de Naiara brilharam de leveza.

— Vindo de você, soa como a mais absoluta verdade.

Ambos riram juntos na penumbra da garagem.

Nesse momento, o celular de Afonso tocou.

Ao desligar a chamada, o sorriso havia desaparecido de seu rosto.

— Tenho um assunto urgente para resolver.

— Então vá logo — apressou-o Naiara. — Eu também preciso ir para casa, senão a Felícia vai começar a se preocupar.

— Tudo bem. Dirija com cuidado.

Eles se separaram ali na garagem subterrânea.

Ao entrar no carro, Naiara guardou o bracelete de jade de volta na caixa de madeira e o colocou cuidadosamente em sua bolsa.

Aquele bracelete não se comparava, em valor financeiro, às joias de ouro e prata que seu pai adotivo havia lhe deixado.

Porém, o significado que ele carregava era imensurável.

O carro mal havia chegado à saída do condomínio quando, de repente, um veículo preto surgiu do nada, atravessando-se bruscamente em seu caminho.

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