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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 317

Naiara pisou fundo no freio, com o coração ainda disparado pelo susto.

Quando reconheceu a figura que descia do outro carro, xingou todas as gerações da família dele em pensamento. Teve vontade de acelerar e passar por cima.

Carlos puxou a maçaneta do carro com força.

Estava trancada.

Com o semblante fechado, ele bateu no vidro:

— Abra a porta.

Naiara abaixou apenas uma fresta da janela.

— Sr. Carlos, se continuar com isso, posso chamar a polícia.

Antes que ele pudesse responder, ela mesma completou:

— Ah, quase me esqueci. A família Lucca é tão poderosa que resolve tudo com dinheiro, então a polícia provavelmente não faria nada.

— Desça do carro. Tenho algumas perguntas para você — exigiu Carlos.

Naiara não cedeu um milímetro.

— Não tenho tempo.

Ele deu seu ultimato:

— Ou você desce para conversarmos como pessoas civilizadas, ou vamos ficar parados aqui o dia todo.

Um carro surgiu de repente e buzinou, bloqueado pela cena.

Carlos endireitou a postura, ergueu a mão num gesto displicente e arrogante, emanando um ar de domínio absoluto.

O outro motorista, preferindo evitar problemas com alguém daquele nível, deu meia-volta e pegou outro caminho.

Que falta de classe, Naiara praguejou mentalmente.

Pelo visto, se não descesse, realmente não sairia dali.

— Quer que eu continue bloqueando a rua? — pressionou ele, impaciente.

Naiara finalmente saiu do veículo.

— Você poderia, pelo menos, estacionar o carro direito? A rua não é propriedade da sua família, tente ter um pouco de educação.

— Para você fugir enquanto eu estaciono? — rebateu.

Naiara deu um sorriso irônico.

— Não fui eu quem fez algo de errado. Por que eu fugiria?

Ainda desconfiado, Carlos foi estacionar.

Ao sair do carro, bateu a porta com tanta força que o estrondo ecoou pela rua.

Naiara observou o chilique com total indiferença.

— Você deve ter escutado mal naquele dia. Eu não disse nada sobre Tempestade. Nem sei do que você está falando.

Carlos franziu a testa, encarando-a fixamente.

— Eu lembro muito bem que você disse!

Naiara fingiu pensar por um momento.

— Ah, talvez eu tenha me expressado mal. Como eu poderia ser um gênio da computação? Se eu consigo entender o básico do alfabeto, já é um grande feito.

A expressão de Carlos relaxou gradualmente.

Ele sabia. Como essa mulher poderia ser o Tempestade?

Se fosse, por que teria aceitado passar três anos presa a ele, aguentando tantas humilhações sem nunca reclamar?

Naiara ria por dentro, mas manteve o rosto impenetrável.

— Já terminou o interrogatório? Se sim, preciso ir.

— A avó disse que, em breve... — Carlos hesitou, parecendo ter dificuldade de concluir a frase.

Naiara revirou os olhos mentalmente.

A avó disse, a avó disse...

Ele não sabia falar outra coisa que não fosse a avó. Carlos não passava de um garotinho mimado escondido atrás da matriarca!

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