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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 314

Todos os olhares estavam cravados em Naiara.

Especialmente o de Belmira, cujos olhos transbordavam de expectativa.

Naiara se lembrou do que a mulher havia dito há pouco.

Se a sua aceitação pudesse preencher o desejo profundo de uma mulher de ser mãe, por que não aceitar?

Com um sorriso doce e genuíno, Naiara quebrou o silêncio.

— Madrinha. Padrinho.

As palavras simples deixaram o casal atônito.

Eles esperavam que ela pedisse tempo para pensar, ou que recusasse com delicadeza, mas ela aceitou de coração aberto.

Visivelmente emocionada, Belmira deu meia-volta e correu para o quarto.

Leonardo, acostumado a esconder emoções devido à sua vida na política, manteve a compostura, mas o leve erguer dos cantos de sua boca traía sua imensa alegria.

Belmira retornou rapidamente, segurando uma caixa de madeira entalhada.

Dentro dela, repousava um bracelete de jade.

Era uma peça de altíssima pureza, avaliada facilmente em cerca de meio milhão.

— Seu padrinho me deu isso quando nos casamos. Pode não ter um valor incalculável para o mundo, mas tem um significado imenso para mim.

— Hoje, quero dar isso a você como um presente de boas-vindas à nossa família.

Naiara recuou, assustada com a grandiosidade do gesto.

— Madrinha, isso é valioso demais. Eu não posso aceitar.

Belmira fingiu irritação.

— Pode e vai! A partir de hoje você é nossa filha. É mais do que natural que pais deem presentes para a filha.

Naiara estava em uma saia justa.

— De verdade, madrinha, é muito...

— Aceite — interveio Leonardo com sua voz firme. — É raro a sua madrinha se afeiçoar tão rápido a alguém. Talvez isso seja o destino nos unindo. Se você recusar, ela ficará magoada de verdade.

Naiara estava entre a cruz e a espada.

O que ela deveria fazer?

Afonso tomou a caixa das mãos de Belmira e retirou o bracelete de jade com delicadeza.

— Vamos experimentar?

Antes que Naiara pudesse raciocinar, Afonso segurou sua mão e deslizou a joia pelo pulso dela.

O jade cristalino destacou ainda mais a pele clara e os traços delicados do seu pulso fino.

Os olhos de Afonso cintilaram sutilmente.

— Ficou perfeito.

Afonso manteve a expressão séria.

— Basicamente, sim.

Quando Afonso avisou Belmira que levaria Naiara, ela fez algumas perguntas.

Afonso escolheu cuidadosamente o que contar.

Por isso, Belmira já tinha uma boa noção do histórico entre Naiara e a família Lucca.

— Ele já está na nossa porta — ponderou Leonardo. — Não podemos fechar a porta na cara de quem vem com um sorriso. Deixe-o entrar.

— E o que fazemos com a Naiara? — perguntou Belmira, preocupada.

Leonardo olhou fixamente para Afonso.

— O problema não é a Naiara. É o Afonso que não deve ser visto aqui.

Belmira franziu a testa, sem entender.

— O que o Afonso tem a ver com isso?

— Mais tarde eu te explico os detalhes — cortou Leonardo. — Afonso, vá para o quarto. Naiara, você fica aqui conosco.

Afonso assentiu e desapareceu no corredor.

Leonardo então se voltou para Naiara, adotando um tom protetor.

— Sua madrinha já te deu um presente de boas-vindas. Como seu padrinho, eu não posso ficar de mãos abanando. Minha filha, agora é a minha vez de te dar um presente.

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