— Sim, eu farei isso. — respondeu Naiara. — Mas você não precisa ficar comigo nesses próximos dias. Pode voltar a trabalhar.
— De jeito nenhum. O Sr. Afonso já mandou eu ficar com você. Está todo mundo preocupado.
— Não se preocupem comigo. Quero aproveitar esses dias para colocar a cabeça no lugar.
Isadora hesitou.
— Mas o Sr. Afonso...
— Isadora, me escute. Vá trabalhar. Não atrase as coisas da empresa por minha causa. Me deixe sozinha um pouco, está bem?
— Tudo bem, então. Mas se precisar de qualquer coisa, me ligue imediatamente. Não vá agir por impulso como da última vez.
— Certo, eu...
O toque do celular interrompeu a fala de Naiara.
Ela atendeu.
Após cerca de trinta segundos, a ligação foi encerrada.
Naiara pareceu aliviada.
— Quem era? — perguntou Isadora.
— O mediador do tribunal.
Isadora arregalou os olhos.
— Tão rápido!
Naiara deu um sorriso frio para si mesma.
— Franciely jamais permitiria que isso demorasse.
Isadora não se conteve e xingou.
— Aquela bruxa velha acabou acertando sem querer. Pelo menos te fez um favor. Você vai ao tribunal?
— Vou.
— Quando?
— Depois de amanhã.
Isadora ainda estava apreensiva.
— Eu vou com você.
— Não precisa.
— Só tenho medo de que você se sinta mal ao ver aquele desgraçado do Lucca de novo.
Naiara permaneceu em silêncio.
Vê-lo de novo seria apenas a última vez.
...
Na porta do tribunal, Naiara viu Carlos novamente.
A mão dele estava enfaixada com gazes.
Naiara sabia muito bem que o ferimento não era profundo. Aquele curativo exagerado era puro drama.
Os dois entraram na sala de mediação.
— Sr. Carlos, agora somos divorciados. Exijo que mantenha o respeito.
— Se passar por dificuldades, me ligue. — disse Carlos.
Naiara soltou uma risada gélida.
— Obrigada, mas não será necessário.
— Você vai precisar. Não cante vitória antes do tempo.
— Mesmo que eu precise, — Naiara o encarou com desprezo, — jamais pediria ajuda a um inimigo!
Carlos franziu a testa.
— Eu não sou seu inimigo! Que inimizade eu tenho com você?
Naiara rebateu secamente.
— Você acoberta uma assassina. Se isso não é ser inimigo, é o quê?
— Já falei que Vitória não é a assassina.
— Você sabe muito bem no fundo se ela é ou não.
— Naiara...
— Carlos. — Naiara o cortou sem piedade. — Não me chame por esse nome. É nojento ouvir isso de você. Se nos esbarrarmos por acidente no futuro, por favor, me chame de Srta. Naiara, ou...
— Ou o quê?
O olhar de Naiara escureceu, emanando uma frieza cortante.
— Ou de Tempestade.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...