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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 303

— Sim, eu farei isso. — respondeu Naiara. — Mas você não precisa ficar comigo nesses próximos dias. Pode voltar a trabalhar.

— De jeito nenhum. O Sr. Afonso já mandou eu ficar com você. Está todo mundo preocupado.

— Não se preocupem comigo. Quero aproveitar esses dias para colocar a cabeça no lugar.

Isadora hesitou.

— Mas o Sr. Afonso...

— Isadora, me escute. Vá trabalhar. Não atrase as coisas da empresa por minha causa. Me deixe sozinha um pouco, está bem?

— Tudo bem, então. Mas se precisar de qualquer coisa, me ligue imediatamente. Não vá agir por impulso como da última vez.

— Certo, eu...

O toque do celular interrompeu a fala de Naiara.

Ela atendeu.

Após cerca de trinta segundos, a ligação foi encerrada.

Naiara pareceu aliviada.

— Quem era? — perguntou Isadora.

— O mediador do tribunal.

Isadora arregalou os olhos.

— Tão rápido!

Naiara deu um sorriso frio para si mesma.

— Franciely jamais permitiria que isso demorasse.

Isadora não se conteve e xingou.

— Aquela bruxa velha acabou acertando sem querer. Pelo menos te fez um favor. Você vai ao tribunal?

— Vou.

— Quando?

— Depois de amanhã.

Isadora ainda estava apreensiva.

— Eu vou com você.

— Não precisa.

— Só tenho medo de que você se sinta mal ao ver aquele desgraçado do Lucca de novo.

Naiara permaneceu em silêncio.

Vê-lo de novo seria apenas a última vez.

...

Na porta do tribunal, Naiara viu Carlos novamente.

A mão dele estava enfaixada com gazes.

Naiara sabia muito bem que o ferimento não era profundo. Aquele curativo exagerado era puro drama.

Os dois entraram na sala de mediação.

— Sr. Carlos, agora somos divorciados. Exijo que mantenha o respeito.

— Se passar por dificuldades, me ligue. — disse Carlos.

Naiara soltou uma risada gélida.

— Obrigada, mas não será necessário.

— Você vai precisar. Não cante vitória antes do tempo.

— Mesmo que eu precise, — Naiara o encarou com desprezo, — jamais pediria ajuda a um inimigo!

Carlos franziu a testa.

— Eu não sou seu inimigo! Que inimizade eu tenho com você?

Naiara rebateu secamente.

— Você acoberta uma assassina. Se isso não é ser inimigo, é o quê?

— Já falei que Vitória não é a assassina.

— Você sabe muito bem no fundo se ela é ou não.

— Naiara...

— Carlos. — Naiara o cortou sem piedade. — Não me chame por esse nome. É nojento ouvir isso de você. Se nos esbarrarmos por acidente no futuro, por favor, me chame de Srta. Naiara, ou...

— Ou o quê?

O olhar de Naiara escureceu, emanando uma frieza cortante.

— Ou de Tempestade.

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