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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 304

Carlos ficou paralisado no lugar por um longo tempo.

O que ela tinha acabado de dizer?

Tempestade?

Que Tempestade?

Quando Carlos finalmente processou a informação e tentou ir atrás dela para exigir explicações, Naiara já havia desaparecido.

Naiara estacionou o carro em frente ao prédio da Tecnologia Nuvem Pioneira.

Soltou o cinto de segurança, tirou o termo de divórcio da bolsa e ficou olhando para ele por um longo tempo.

Quem diria que um simples pedaço de papel custaria um caminho tão doloroso e tortuoso.

Se soubesse disso antes, por que teria se obstinado tanto com a vingança?

Se tivesse se divorciado mais cedo, talvez...

Uma onda de tristeza a invadiu.

Neste mundo, a palavra mais vazia e inútil é "se".

Havia dezenas de chamadas perdidas no celular.

Todas de Carlos.

Nem precisava pensar muito para saber que ele queria confirmar a história sobre "Tempestade".

Naiara não atendeu.

Que Carlos se corroesse de curiosidade e aflição.

Lá fora, o céu estava claro e o sol brilhava.

Hoje era, de fato, um bom dia.

Naiara abriu a porta, saiu do carro e ergueu o rosto, respirando fundo.

O ar gelado quase a fez tossir.

O inverno já havia chegado...

O segurança reconheceu Naiara.

— Srta. Naiara.

Ela lhe deu um leve sorriso.

— Não imaginei que ainda se lembrasse de mim.

— Claro que lembro. A senhora foi a primeira pessoa que o Sr. Afonso desceu pessoalmente para receber.

— Eu acabei de ligar para o Sr. Afonso, mas ele não atendeu.

Será que ele ainda estava chateado com ela?

O segurança interveio amigavelmente.

— Não tem problema, Srta. Naiara. Pode subir direto.

Ele passou o cartão de acesso para ela.

— Srta. Naiara, por favor, fique à vontade.

Naiara subiu.

Ao vê-la, a recepcionista abriu um sorriso acolhedor.

— Srta. Naiara, que bom vê-la!

Naiara ficou um pouco surpresa.

Quitéria correu para avisá-lo.

— Sr. Afonso, a Srta. Naiara está aqui. Como o senhor disse que ela poderia entrar direto na sua sala quando viesse, ela está lá dentro aguardando.

Afonso parou por um segundo.

— Há quanto tempo ela chegou?

— Faz mais ou menos uma hora.

— Hum.

Ele abriu a porta do escritório, passou os olhos pelo ambiente, mas não viu sinal de Naiara.

Será que ela cansou de esperar e foi embora?

Afonso voltou até a mesa da secretária, a voz um pouco mais grave.

— Ela já foi?

Quitéria se apressou em responder.

— Não. Fiquei aqui o tempo todo e não vi a Srta. Naiara sair.

— Então...

— Afonso.

Uma voz suave e melodiosa soou de leve.

Afonso se virou, reprimindo a curva imperceptível que se formou nos cantos de seus lábios.

— Por que não avisou que viria?

— Eu liguei, mas você não atendeu.

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