Carlos ficou paralisado no lugar por um longo tempo.
O que ela tinha acabado de dizer?
Tempestade?
Que Tempestade?
Quando Carlos finalmente processou a informação e tentou ir atrás dela para exigir explicações, Naiara já havia desaparecido.
Naiara estacionou o carro em frente ao prédio da Tecnologia Nuvem Pioneira.
Soltou o cinto de segurança, tirou o termo de divórcio da bolsa e ficou olhando para ele por um longo tempo.
Quem diria que um simples pedaço de papel custaria um caminho tão doloroso e tortuoso.
Se soubesse disso antes, por que teria se obstinado tanto com a vingança?
Se tivesse se divorciado mais cedo, talvez...
Uma onda de tristeza a invadiu.
Neste mundo, a palavra mais vazia e inútil é "se".
Havia dezenas de chamadas perdidas no celular.
Todas de Carlos.
Nem precisava pensar muito para saber que ele queria confirmar a história sobre "Tempestade".
Naiara não atendeu.
Que Carlos se corroesse de curiosidade e aflição.
Lá fora, o céu estava claro e o sol brilhava.
Hoje era, de fato, um bom dia.
Naiara abriu a porta, saiu do carro e ergueu o rosto, respirando fundo.
O ar gelado quase a fez tossir.
O inverno já havia chegado...
O segurança reconheceu Naiara.
— Srta. Naiara.
Ela lhe deu um leve sorriso.
— Não imaginei que ainda se lembrasse de mim.
— Claro que lembro. A senhora foi a primeira pessoa que o Sr. Afonso desceu pessoalmente para receber.
— Eu acabei de ligar para o Sr. Afonso, mas ele não atendeu.
Será que ele ainda estava chateado com ela?
O segurança interveio amigavelmente.
— Não tem problema, Srta. Naiara. Pode subir direto.
Ele passou o cartão de acesso para ela.
— Srta. Naiara, por favor, fique à vontade.
Naiara subiu.
Ao vê-la, a recepcionista abriu um sorriso acolhedor.
— Srta. Naiara, que bom vê-la!
Naiara ficou um pouco surpresa.
Quitéria correu para avisá-lo.
— Sr. Afonso, a Srta. Naiara está aqui. Como o senhor disse que ela poderia entrar direto na sua sala quando viesse, ela está lá dentro aguardando.
Afonso parou por um segundo.
— Há quanto tempo ela chegou?
— Faz mais ou menos uma hora.
— Hum.
Ele abriu a porta do escritório, passou os olhos pelo ambiente, mas não viu sinal de Naiara.
Será que ela cansou de esperar e foi embora?
Afonso voltou até a mesa da secretária, a voz um pouco mais grave.
— Ela já foi?
Quitéria se apressou em responder.
— Não. Fiquei aqui o tempo todo e não vi a Srta. Naiara sair.
— Então...
— Afonso.
Uma voz suave e melodiosa soou de leve.
Afonso se virou, reprimindo a curva imperceptível que se formou nos cantos de seus lábios.
— Por que não avisou que viria?
— Eu liguei, mas você não atendeu.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...