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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 291

— Senhorita Vitória, vamos embora rápido. Se ficarmos muito tempo aqui, nossa farsa pode ser descoberta.

Ao ouvir isso, Vitória abriu a boca para dizer algo, mas foi contida pelo advogado.

— Senhor, por favor, meça suas palavras — advertiu o advogado, lançando um olhar duro. — Agindo assim, sinto que está tentando ameaçar a Senhorita Vitória.

Fábio colocou as mãos nos bolsos e mediu o advogado de cima a baixo.

— Olha só, você está achando que pode me ameaçar? Cara, não é qualquer um que tem peito para me desafiar. Você parece ter a cabeça bem dura.

Sabendo que não valia a pena arrumar confusão com alguém daquele tipo, o advogado preferiu não se prolongar.

— Com licença.

Isadora deu um passo à frente, observando-os partir.

— Naiara, você realmente acha que essa história é tão simples assim?

Naiara sentiu um calafrio percorrer todo o seu corpo, sua voz soando distante.

— Minha intuição diz que...

Fábio ponderou por um instante, o cenho franzido.

— O jeito que a Vitória nos olhou agora pouco... parecia o olhar de alguém com a consciência pesada, tentando desesperadamente manter a calma. Deve ter um podre muito grande nessa história.

— Será que era ela quem estava dirigindo? — questionou Isadora. — E aquele idiota só assumiu a culpa no lugar dela para encobrir tudo?

— É bem provável — concordou Fábio.

— Mas não temos provas. Não podemos nos basear apenas em suposições.

Por um momento, o clima ficou tenso e silencioso. Foi então que o homem que se mantivera calado até ali, finalmente abriu a boca, sua voz soando controlada e imponente.

— Eu darei um jeito de descobrir.

Quando Naiara finalmente voltou para casa, encontrou as malas de Felícia já feitas na sala.

Assim que viu Naiara, a velha governanta caiu de joelhos, aos prantos.

Naiara soltou um suspiro contido. Com movimentos precisos e elegantes, ajoelhou-se em uma perna só para ficar na altura dela.

Felícia entrou em pânico.

— Menina! Menina! Acorde...

— Ela está exausta — disse Afonso, a voz rouca, porém firme. — Deixe-a dormir um pouco.

Sem dizer mais nada, ele pegou Naiara nos braços e a carregou em direção ao quarto. No meio do caminho, Afonso parou os passos.

— Felícia, talvez isso seja apenas a vontade do destino. E contra o destino, nenhum de nós pode mudar o desfecho das coisas. Então, não se martirize tanto. Se houve algum erro, talvez todos nós tenhamos sido negligentes. Por que a culpa seria apenas sua?

Ele a olhou por cima do ombro, a postura inabalável.

— A partir de hoje, não toque mais nesse assunto de quem está certo ou errado. Fique e cuide bem dela. Para ela, você já é parte da família. Se você for embora, ela ficará verdadeiramente sozinha neste mundo.

A cama de casal era macia e confortável, em um quarto que parecia saído de um sonho.

Aquele era o mundo de conto de fadas que Thiago havia construído meticulosamente para a filha que tanto amava. Não importava a idade de Naiara; no coração dele, ela sempre seria aquela garotinha alegre, inocente e adorável.

Mas o falecido Thiago jamais imaginaria que, logo na primeira noite em que sua filha se mudasse para o refúgio seguro que ele havia deixado, ela seria obrigada a passar por uma dor tão dilacerante novamente.

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