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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 290

Na delegacia.

Um jovem vestindo roupas de grife, exalando uma aura de playboy arrogante, respondia às perguntas do policial com uma expressão de total indiferença.

O oficial informou a Naiara que ele era o homem que havia atropelado sua mãe.

Sobre a mesa, repousavam as fotos tiradas no local do acidente.

Naiara deu uma rápida olhada, mas seu olhar fixou-se imediatamente no carro e na placa.

Aquela placa, ela conhecia perfeitamente.

Era a Ferrari de Vitória.

Aquele carro vermelho havia sido um presente de aniversário de Carlos para ela.

Porém, no ano passado, Vitória acumulou tantos pontos negativos que teve a carteira de habilitação suspensa. Desde então, o carro estava parado na garagem.

Como ele havia ido parar ali?

Naiara, por puro instinto, examinou as pessoas ao redor.

Foi então que descobriu a presença de Vitória encolhida em um canto.

Mesmo naquele frio cortante, ela usava um top cropped.

Calça de couro, botas de couro, e mantinha um pedaço das coxas brancas e nuas à mostra.

Vitória, na verdade, já tinha visto Naiara chegar. Pela primeira vez na vida, teve tanto medo que sequer ousou abrir a boca.

Isso porque, através dos policiais, ela já havia descoberto quem era a pessoa atropelada.

Ela jamais imaginou que o mundo daria uma volta tão macabra.

Como diabos o carro foi bater justo na mãe daquela mulher?

Aliás, a mãe dela não era a Luciana?

De onde surgiu essa outra mãe?

Naiara caminhou em direção a ela, e observando a garota tremendo de pavor, fez uma única e gélida pergunta:

— Foi você quem estava dirigindo o carro, não foi?

Nem a própria Naiara sabia ao certo por que havia feito aquela pergunta, mas sua intuição dizia que a história não era tão simples assim.

Lembrou-se subitamente de que Vitória costumava dirigir escondida logo após perder a habilitação.

Somente quando Carlos descobriu e explodiu de raiva é que a garota decidiu se conter um pouco.

Embora apavorada, Vitória não perdeu o tom ríspido ao responder.

— O que você está inventando?! Eu só estava sentada no banco do passageiro! Isso não tem nada a ver comigo!

Naiara olhou-a de cima para baixo.

— Sabe quem é a pessoa que foi atropelada e morreu?

Ele apenas balançou a cabeça para ela em sinal negativo.

Os depoimentos foram colhidos rapidamente.

O jovem que assumiu a direção do carro foi formalmente autuado por homicídio culposo no trânsito.

O desfecho do caso e as questões sobre indenizações dependeriam, a partir dali, da sentença do tribunal.

Naiara não dava a mínima para indenizações.

O que lhe importava era a verdade por trás do caso.

Sua intuição a convencia de que os eventos não ocorreram exatamente como haviam escutado ali.

Parada do lado de fora da delegacia, Naiara observou Vitória saindo logo atrás do advogado.

Ao passar por Afonso, Vitória interrompeu os passos. A maneira como seus olhos o miravam continuava tão obcecada quanto antes.

— Afonso.

Afonso sequer lhe dirigiu um olhar.

Vitória parecia já ter se acostumado à frieza dele.

— Eu vou esperar por você. Tenho certeza de que, um dia, você vai se apaixonar por mim.

Fábio, porém, meteu-se entre Afonso e a garota, cortando por completo aquela maldita linha de visão.

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