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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 284

As mãos de Miriam não tinham piedade alguma.

Vitória gritava de dor.

Não demorou muito e ela desabou em um choro escandaloso.

Naiara correu para afastar Miriam.

Não por pena de Vitória, mas por medo de que a mãe acabasse se machucando.

Vitória fugiu às pressas, humilhada.

Mas, antes de sumir, ainda gritou uma ameaça:

— Vocês me pagam!

Naiara, com os olhos brilhando de esperança, segurou as mãos de Miriam.

— Mãe, a senhora lembrou de alguma coisa?

No entanto, Miriam se soltou e foi se esconder nos braços de Felícia.

Felícia era quem tinha cuidado dela naqueles dias, e a senhora havia criado um apego grande por ela.

— Srta. Naiara, veja bem — começou Felícia. — Embora a senhora não se lembre de nada, em um momento crucial como este, ela soube diferenciar o certo do errado. Isso mostra que o coração e a mente dela não estão totalmente perdidos. Quem sabe, com o tempo, ela não consiga melhorar?

Naiara ajeitou as roupas da mãe com cuidado.

Deus queira que sim.

Mas Naiara já estava preparada.

Mesmo que a mãe continuasse daquele jeito para sempre, ela cuidaria dela e estaria ao seu lado.

Ter a mãe por perto já era o suficiente para deixá-la em paz.

O pequeno espetáculo de Vitória logo foi deixado de lado.

Na verdade, ninguém deu muita importância para aquilo.

Se levassem a garota a sério, estariam sendo tão infantis quanto ela.

Ainda bem que estavam se mudando.

A partir dali, dificilmente esbarrariam naquele encosto de novo.

O caminhão da transportadora chegou pontualmente.

Com tudo carregado, Fábio entrou no carro de Afonso.

Isadora foi no banco do passageiro de Naiara.

Felícia foi no banco de trás, acompanhando Miriam.

Provavelmente pelo cansaço, as duas adormeceram no banco traseiro.

No trajeto, Isadora, que sempre tinha assunto para tudo, não disse uma única palavra.

O silêncio era completamente anormal para ela.

Naiara achou que ela ainda estava furiosa com Vitória.

— Isadora, obrigada por ter me defendido agora há pouco. Mas não fique irritada, faz mal. Se você ficar assim, eu me sinto mal.

Isadora piscou, saindo do transe.

— Quem aquela pirralha acha que é? Acha mesmo que vou me estressar por ela? Aquilo foi igual a um peido: saiu, evaporou e eu já esqueci.

— Então o que você tem?

— Como assim, o que eu tenho?

— De onde veio essa pergunta do nada?

— Nada demais, só deu vontade de perguntar.

Naiara pensou por um momento.

— Ele... como eu posso explicar? É meio que o meu ídolo.

— Ídolo?

— É. Você sabe que eu admiro quem é forte. Quando vejo alguém mais brilhante e mais capaz do que eu, sinto uma admiração genuína.

— E no sentido amoroso?

Naiara travou.

— Que sentido amoroso?

— Você não tem nenhum interesse nele desse jeito?

Naiara sentiu que havia algo muito estranho naquela conversa.

— Isadora, o que você está querendo saber exatamente?

— Eu só acho que, já que ele sempre faz de tudo para te ajudar sem pestanejar, você não sente nem um pinguinho de atração por ele? — explicou Isadora.

Naiara não hesitou.

— Não.

— Não mesmo, ou está só falando por falar?

Aquelas perguntas pareciam mais um interrogatório.

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