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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 283

— Srta. Vitória, será que você só tem olhos para o nosso Afonso e é cega para o resto de nós? Se os dois realmente tivessem alguma coisa, por que trariam tantos candelabros como a gente junto? Sua cabecinha não consegue formular um pingo de lógica não? Somos todos apenas bons amigos, entendeu?

— Amigos? — Vitória apontou o dedo para Naiara. — Não se deixem enganar por essa mulherzinha! Ela não presta, é cheia de artimanhas. Finge ser uma coitada inofensiva, mas, por dentro, está sempre calculando, sempre querendo arrancar algo dos outros!

Todos já estavam com preguiça de se irritar com aquilo.

De qualquer forma, nada que saísse da boca de Vitória poderia prestar.

Isadora não se segurou:

— Tal mãe, tal filha. Você e sua mãe parecem ter saído do mesmo molde podre.

Ao ouvir isso, Vitória estourou.

— Quem você pensa que é?! Como ousa xingar a minha mãe?!

Isadora, que jamais levava desaforo para casa, foi direto ao ponto:

— Xinguei, e daí? Não só a sua mãe, mas a sua avó também! Nenhuma ali vale um centavo! Aquela família inteira é um ninho de mulheres venenosas, com uma energia pesada e tóxica. Eu até sinto um pouco de pena do Carlos agora. Viver no meio de um bando de vadias sem educação, sem moral, que só sabem distorcer a verdade e planejar contra pessoas boas... não é à toa que ele virou o traste que é.

— É o famoso ditado: me diga com quem andas e te direi quem és!

— E agora que aquela amante da família Fontana se juntou, mais você, fechou o quarteto perfeitamente. Vocês quatro são um bando de sanguessugas, autênticos monstros!

Isadora disparou tudo de uma vez e até ficou ofegante.

Fábio sorriu de canto e deu tapinhas leves nas costas dela.

— Vai com calma, não vá desmaiar de tanto xingar. Seria um desperdício.

— Você... você... — Vitória tentou rebater, mas não conseguiu formular uma frase completa. Por fim, gritou: — Você é uma barraqueira!

Isadora colocou as mãos na cintura.

— Isso mesmo! Eu sou barraqueira! Então é melhor você sumir daqui agora mesmo, antes que eu perca a paciência de vez!

Vitória tremia de raiva.

Todos da família Lucca eram contra ela ficar com Afonso.

Afonso também se recusava a ficar com ela.

E agora, todas aquelas pessoas a estavam humilhando.

Por que ela ainda estava insistindo?!

— E agora, o que a gente faz?

Ele não poderia simplesmente entrar no meio e bater na garota.

Afonso observou a cena com frieza. Puxou Naiara para um pouco mais longe, para evitar que ela se machucasse acidentalmente.

Em seguida, abriu os lábios finos e sentenciou:

— Jogue-a lá fora.

Fábio arregaçou as mangas, pronto para agir.

Mas, de repente, alguém surgiu correndo e avançou para cima de Vitória, enchendo-a de tapas.

Todos ficaram boquiabertos.

A pessoa não era outra senão Miriam.

Enquanto batia, ela repetia:

— Menina má! Pessoa ruim! Gente ruim tem que apanhar!

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