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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 285

Naiara fez uma pausa de alguns segundos.

— Nós somos apenas bons amigos, com interesses em comum. Além disso, o Afonso tem uma noiva. Como eu poderia nutrir qualquer tipo de sentimento por ele nesse sentido?

Através do vidro, Isadora observou a paisagem lá fora, o olhar perdido.

O tempo havia esfriado, e o cenário parecia um pouco melancólico.

— Com um homem como ele, seria normal ter interesse.

Naiara estava confusa.

— Isadora, por que eu sinto que você está agindo de um jeito muito esquisito?

Demorou bastante até que Isadora virasse o rosto de volta para ela.

— Naiara, deixa eu te fazer uma pergunta.

— Pode fazer.

— Se um dia, nós duas quiséssemos muito um mesmo brinquedo... um que nós adorássemos, mas fosse edição limitada. Só existisse um no mundo inteiro. O que faríamos?

Naiara deu uma risadinha.

— Que brinquedo seria esse, edição limitada global?

— Por isso eu disse "se".

Naiara respondeu sem pensar muito:

— Se você gosta, é seu.

— E se você também gostasse muito?

— É só um brinquedo. Por mais que eu gostasse, ainda seria só um brinquedo. Entre um objeto e a nossa amizade, eu valorizo muito mais a nossa irmandade.

— Isadora, nós somos como irmãs há tantos anos. Como eu iria partir o seu coração por causa de um brinquedo? Se você quer, ele é seu.

Isadora apertou os lábios e olhou para Naiara por um longo tempo.

De repente, pareceu que o peso em seus ombros havia sumido.

— É verdade. O que poderia ser mais precioso do que a nossa irmandade?

No outro carro, Fábio também estava olhando para o nada.

Só que Afonso simplesmente o ignorava.

Fábio ficou viajando por um tempão, até se entediar. Recostou o banco para trás e se espreguiçou folgadamente.

— Ô, Afonso.

— Hum.

— Me diz uma coisa, eu não sou inferior a você. Por que você faz tanto sucesso e eu fico às moscas?

Afonso olhou para ele de canto de olho.

— Você às moscas? Se eu não me engano, você já trocou de namorada três vezes só este ano.

— Ah, aquelas lá eram pura diversão — respondeu Fábio, com preguiça. — Rostinhos bonitos e vazios. Nenhuma que eu realmente tenha levado a sério. Para ser sincero, nem faziam o meu tipo.

Afonso sorriu sem dizer nada.

Fábio o encarou de lado.

— Na verdade... eu sei que não existe "vai que".

Durante todos aqueles anos, dividindo alegrias e tristezas, lutando lado a lado e compartilhando segredos.

Ainda assim, não tinha despertado um pingo de romantismo nela.

Tantos anos depois, como haveria um "vai que"...?

— Mas ouvir você jogar isso na minha cara de um jeito tão cruel me deixa triste, sabia? Afonso, meu coração está ferido. Você não deveria me consolar?

— Como você quer ser consolado? — perguntou Afonso.

Uma ideia iluminou a mente de Fábio.

— Aquele modelo de avião que você tem no escritório... hehe...

— Fechado — disse Afonso.

Fábio achou que tinha ouvido errado.

— O quê?

— Escolha o que você quiser. É seu.

Fábio deu dois tapinhas na própria bochecha.

— Eu não estou sonhando, estou?

Ele havia implorado por aquele avião umas oitocentas vezes sem sucesso, e hoje o cara simplesmente o entregava de bandeja?

Por quê?

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