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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 267

— Mas eu a perdi... Magnus, você deve me odiar tanto...

Naiara congelou.

Afonso também pareceu surpreso por um instante.

Quando a ficha caiu, ambos entenderam exatamente quem era o homem chamado "Magnus".

Uma amargura profunda invadiu o peito de Naiara, e lágrimas começaram a se acumular em seus olhos.

Então, o seu pai biológico se chamava Magnus.

Magnus...

Felícia enxugou uma lágrima teimosa no canto do olho.

— Senhora, esse não é o homem de quem a senhora está falando. Este é o senhor Afonso, um bom amigo da senhorita Naiara.

Miriam apenas continuou encarando Afonso, o olhar vazio.

Ele segurou as mãos dela com delicadeza.

— Senhora Miriam, eu sou o Afonso.

Aquele raro brilho de lucidez nos olhos dela desapareceu aos poucos.

Ela começou a murmurar uma enxurrada de palavras desconexas, das quais ninguém conseguia compreender o sentido.

Felícia, com muita paciência, guiou Miriam de volta para o quarto.

Naiara ficou em estado de transe por um longo tempo.

Afonso não disse nada. Apenas recolheu silenciosamente a louça da mesa.

Quando Naiara finalmente voltou a si, percebeu que ele já estava na cozinha lavando os pratos.

Ela se apressou até lá.

— Deixe isso comigo. Como posso deixar que você lave a louça?

Afonso sorriu de leve.

— Deixe comigo, minhas mãos já estão molhadas de qualquer jeito.

Naiara recuou um pouco e encostou-se no batente da porta.

— Afonso.

— Hum?

— Parece que o nome do meu pai era Magnus.

— Sim.

— O que você acha que o meu pai biológico fazia da vida?

Afonso pensou por um momento.

— Ele definitivamente não era um homem comum.

— Como você sabe?

— Alguém capaz de ter uma filha com uma memória fotográfica e habilidades excepcionais não poderia ser um homem qualquer.

Naiara soltou uma risada fraca.

— Não sabia que você era tão bom em elogiar as pessoas.

— Apenas apontei suas qualidades.

A curva nos lábios de Afonso se acentuou.

— O José vive dizendo que eu não sei me expressar.

— Vocês dois parecem ser muito próximos.

À primeira vista, pareciam chefe e subordinado, mas a dinâmica lembrava muito mais a de dois irmãos.

— No passado, José quase perdeu a vida para me salvar. Pode-se dizer que ele me deu uma segunda chance de viver.

Naiara ficou um pouco surpresa.

— Eu não fazia ideia.

— Ele tem uma cicatriz enorme nas costas. Foi a marca deixada ao me proteger.

— Não é à toa que você o trata como um irmão mais novo.

Os olhos dele estavam repletos de uma serenidade profunda, como se carregassem a sabedoria e o peso dos anos.

— Eu nunca lhe contei sobre a família Xavier, não é?

Naiara não entendeu por que ele estava trazendo aquele assunto à tona de repente.

— Por que essa de repe...

Ela interrompeu a própria frase e sorriu de forma brincalhona.

— Se eu souber demais, estarei em perigo? Não dizem que, nesses casos, quanto menos se sabe, melhor?

O sorriso de Afonso era indulgente, carregado de proteção.

— Eu garanto a sua segurança.

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