Afonso respirou fundo várias vezes, lutando com todas as forças para conter os próprios instintos. Com a voz rouca, ele tentou chamá-la:
— Naiara, sou eu. Acorde.
A mulher em seus braços ficou quieta por alguns segundos.
Afonso estava prestes a suspirar aliviado quando, de repente, seus lábios foram capturados.
Naiara agarrou o pescoço dele com força e o beijou com desespero.
Não havia técnica, apenas a mais pura liberação de desejo.
Afonso tentou afastá-la, mas teve medo de machucá-la. Naquela fração de segundo de hesitação, ele sentiu uma mordida forte no lábio inferior.
O gosto de sangue invadiu sua boca.
Afonso soltou um gemido abafado de dor, mas manteve a posição, segurando-a.
Quando a língua de Naiara invadiu sua boca sorrateiramente, ele congelou por completo.
Torturada pelo efeito do afrodisíaco, ela finalmente encontrou um mínimo de alívio e se recusava a soltá-lo por nada nesse mundo.
Afonso começou a suar frio com a provação.
— Naiara... sou eu...
Naiara segurou o rosto dele, os olhos completamente turvos.
— Me dê...
O pomo de adão de Afonso subiu e desceu.
— Olhe bem para mim. Sou eu, o Afonso.
Uma das mãos dela acariciou o lóbulo da orelha dele.
— Eu quero...
— Por favor...
— Eu vou morrer...
— Me dê, por favor...
O corpo macio e quente dela era uma tentação irresistível.
Afonso já sentia a boca completamente seca.
Aquela reação fisiológica era a resposta normal de qualquer homem saudável.
Quando a mão de Naiara deslizou por dentro da camisa dele, tocando seu peitoral firme, Afonso perdeu o restinho de controle que ainda tinha.
Ele segurou a nuca dela e a beijou profundamente.
...
Quando Naiara abriu os olhos, já estava no hospital.
Sentia uma forte tontura e o corpo dolorido.
Ao ver a figura sentada ao lado da cama, chamou com a voz fraca e rouca:
— Afonso.
Afonso tocou a testa dela.
— Está se sentindo melhor?
Naiara respondeu entre soluços:
— Acho que este bebê está destinado a não ficar comigo.
Afonso ficou sem saber o que dizer.
Um silêncio pesado caiu sobre os dois.
Naiara continuou virada de costas, mas sua emoção pareceu se estabilizar. Quando finalmente falou, a voz saiu gelada:
— Foi o Carlos?
— Provavelmente não.
— Então quem foi?
— Ainda não sabemos.
Mais um silêncio sufocante.
— Eu fui...
— Não — interrompeu Afonso. — Aquele homem não teve tempo de encostar em você.
— Não teve tempo? Você chegou a tempo de me salvar?
— Não fui eu. Foi a Zuleica.
Naiara virou o rosto lentamente, em choque.
— Quem? Zuleica?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...