Quando Afonso recebeu a mensagem de um número desconhecido, estava em um bar bebendo com um amigo.
Esse amigo era justamente o advogado que estava ajudando Naiara com o processo de divórcio.
Como era um homem de palavra, Afonso compareceu ao encontro conforme haviam combinado.
O conteúdo da mensagem dizia:
"Naiara está em perigo. Venha rápido."
Logo abaixo, o nome do hotel e o número do quarto.
Assinatura: Zuleica.
Afonso não duvidou da veracidade da mensagem. Sem perder um segundo sequer, ele correu para o hotel.
Encontrou o quarto e bateu na porta.
Quem abriu foi a própria Zuleica.
— Sr. Afonso.
Ele assentiu com a cabeça e entrou no quarto.
— Onde ela está?
Zuleica o conduziu para dentro.
No chão, ao lado da cama, havia um homem desacordado.
Estava despido, vestindo apenas uma cueca.
Naiara estava deitada na cama, com a consciência visivelmente turva. Ela parecia sentir muito calor, puxando e rasgando as próprias roupas enquanto soltava gemidos sufocados e angustiados.
Zuleica a cobriu com o edredom.
— Eu diria que temos um certo destino, já que esta é a terceira vez que nos vemos. Mas parece que hoje ela não teve muita sorte.
— Ela foi tirada de um carro por esse homem. Eu vi tudo, então resolvi segui-los.
— Por sorte, cheguei a tempo. Antes que ele pudesse fazer qualquer coisa, eu o nocauteei.
O olhar de Afonso esfriou, e seu rosto se transformou em uma máscara de gelo.
— Em nome dela, eu te agradeço.
Zuleica sorriu levemente.
— Eu não fiz isso por ela. Fiz isso pelo Sr. Carlos. Acredito que o Sr. Carlos também não permitiria que algo assim acontecesse.
— Então você tem certeza de que não foi o Carlos quem planejou isso? — indagou Afonso.
— Eu o conheço. Por pior que ele seja, não faria algo tão sujo. E, se a minha intuição não falha, o Sr. Carlos não é totalmente desprovido de sentimentos por ela.
— E por que mandou a mensagem para mim, em vez de mandar para ele?
Zuleica hesitou por um instante.
Afonso parou, de costas para ela.
— Eu vou investigar. Fique tranquila. Se não foi ele, eu não tocarei nele.
O coração de Zuleica se acalmou.
Era a primeira vez que via aquele homem, mas sabia na hora que ele era alguém de palavra.
Um homem excepcional, que estava muito acima dos outros, sem dúvida um líder nato.
Comparado a ele, Carlos ficava no chinelo.
Zuleica suspirou suavemente enquanto observava José pegar o homem no chão pelo colarinho, como se estivesse carregando um filhote de galinha, e arrastá-lo para fora.
O assistente parecia um intelectual frágil, mas revelou ser o completo oposto.
O motorista olhou pelo retrovisor e, com muito tato, ergueu a divisória de vidro do carro.
O banco de trás se transformou instantaneamente em um espaço completamente privativo.
Afonso apertou Naiara firmemente em seus braços.
Se não a segurasse com força, a mulher em seu abraço faria movimentos ainda mais provocantes.
Naiara murmurava coisas desconexas em seu peito.
Ele não conseguia entender o que ela dizia, apenas sentia que o corpo dela estava queimando de febre, e as mãos dela, fora de controle, tentavam a todo custo entrar por debaixo da camisa dele.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...