— Vamos juntos? — perguntou Afonso.
— Eu definitivamente vou. Não ficarei tranquila até ver com meus próprios olhos que a Naiara está bem.
— Certo, então vá se preparar.
Assim que Isadora saiu do escritório, Fábio ligou.
Isadora atendeu com rispidez:
— Só agora resolveu retornar a ligação? Tarde demais!
Fábio, sem entender nada, respondeu:
— Ei, linda, acha que eu não tenho mais nada para fazer? Não posso ficar olhando o celular vinte e quatro horas por dia.
— O problema já foi resolvido, não preciso mais de você. Estou ocupada, tchau.
Do outro lado da linha, Fábio balançou a cabeça.
Um de seus amigos, que estava ao lado, não conseguiu evitar a provocação.
— Existe uma mulher que ousa desligar o telefone na cara do Sr. Fábio? Parece que essa mulher não é pouca coisa. Quem é ela?
Fábio abriu um sorriso despretensioso.
— É uma mulher com quem eu não me casaria nem se a minha vida dependesse disso. Zero feminilidade. Mas, para ser amigo e parceiro, ela é ótima.
A eficiência de José era realmente impressionante.
Em pouco tempo, ele negociou com a companhia aérea e fretou um voo direto para Serra da Castanha.
Mas, prestes a ir para o aeroporto, Isadora mudou de ideia.
— Sr. Afonso, eu não vou mais.
— Por que não?
Isadora tossiu levemente, forçando a voz:
— Acabei de me lembrar de que tenho um compromisso muito importante daqui a pouco, então não poderei ir.
— Se você for, ela ficará muito mais tranquila — ponderou Afonso.
Isadora respondeu de imediato:
— Não. Se você for, ela ficará ainda mais tranquila.
Após essa frase, ambos ficaram em silêncio.
Isadora tossiu novamente.
— O que eu quero dizer é que, lidando com emergências como essa, o Sr. Afonso é muito mais capaz de resolver problemas do que eu. Se eu for, talvez até cause mais problemas por não me adaptar ao clima. É melhor eu não ir e ficar em casa esperando notícias.
Afonso ficou em silêncio por um momento.
— Certo.
Isadora observou as costas dele enquanto ele se afastava rapidamente e abriu a boca.
— Sr. Afonso.
Afonso parou e se virou.
— Mais alguma coisa?
Alguém bateu novamente na janela.
Naiara deu um sobressalto, sentou-se reta e destravou as portas.
A porta do passageiro foi aberta.
Afonso abaixou-se e entrou.
Colocou uma bolsa aos pés do banco.
Metade de seu tronco e a barra da calça estavam encharcados, dando a ele um ar um pouco desgrenhado.
Naiara olhou para ele por um longo momento, atônita.
— Afonso?
Afonso usou um lenço de papel para se enxugar rapidamente e deu um sorriso suave.
— Você não está vendo coisas. Sou eu.
A voz dele continuava tão suave e aconchegante, capaz de acalmar qualquer alma.
Ao vê-lo, uma série de emoções complexas inundou o coração de Naiara inexplicavelmente.
Injustiça, tristeza, desespero, dor, frustração...
Ela mordeu o lábio e as lágrimas marejaram em seus olhos.
Como uma garotinha injustiçada em busca de consolo, soluçou ao chamar pelo nome dele.
— Afonso...

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...