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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 219

— Vamos juntos? — perguntou Afonso.

— Eu definitivamente vou. Não ficarei tranquila até ver com meus próprios olhos que a Naiara está bem.

— Certo, então vá se preparar.

Assim que Isadora saiu do escritório, Fábio ligou.

Isadora atendeu com rispidez:

— Só agora resolveu retornar a ligação? Tarde demais!

Fábio, sem entender nada, respondeu:

— Ei, linda, acha que eu não tenho mais nada para fazer? Não posso ficar olhando o celular vinte e quatro horas por dia.

— O problema já foi resolvido, não preciso mais de você. Estou ocupada, tchau.

Do outro lado da linha, Fábio balançou a cabeça.

Um de seus amigos, que estava ao lado, não conseguiu evitar a provocação.

— Existe uma mulher que ousa desligar o telefone na cara do Sr. Fábio? Parece que essa mulher não é pouca coisa. Quem é ela?

Fábio abriu um sorriso despretensioso.

— É uma mulher com quem eu não me casaria nem se a minha vida dependesse disso. Zero feminilidade. Mas, para ser amigo e parceiro, ela é ótima.

A eficiência de José era realmente impressionante.

Em pouco tempo, ele negociou com a companhia aérea e fretou um voo direto para Serra da Castanha.

Mas, prestes a ir para o aeroporto, Isadora mudou de ideia.

— Sr. Afonso, eu não vou mais.

— Por que não?

Isadora tossiu levemente, forçando a voz:

— Acabei de me lembrar de que tenho um compromisso muito importante daqui a pouco, então não poderei ir.

— Se você for, ela ficará muito mais tranquila — ponderou Afonso.

Isadora respondeu de imediato:

— Não. Se você for, ela ficará ainda mais tranquila.

Após essa frase, ambos ficaram em silêncio.

Isadora tossiu novamente.

— O que eu quero dizer é que, lidando com emergências como essa, o Sr. Afonso é muito mais capaz de resolver problemas do que eu. Se eu for, talvez até cause mais problemas por não me adaptar ao clima. É melhor eu não ir e ficar em casa esperando notícias.

Afonso ficou em silêncio por um momento.

— Certo.

Isadora observou as costas dele enquanto ele se afastava rapidamente e abriu a boca.

— Sr. Afonso.

Afonso parou e se virou.

— Mais alguma coisa?

Alguém bateu novamente na janela.

Naiara deu um sobressalto, sentou-se reta e destravou as portas.

A porta do passageiro foi aberta.

Afonso abaixou-se e entrou.

Colocou uma bolsa aos pés do banco.

Metade de seu tronco e a barra da calça estavam encharcados, dando a ele um ar um pouco desgrenhado.

Naiara olhou para ele por um longo momento, atônita.

— Afonso?

Afonso usou um lenço de papel para se enxugar rapidamente e deu um sorriso suave.

— Você não está vendo coisas. Sou eu.

A voz dele continuava tão suave e aconchegante, capaz de acalmar qualquer alma.

Ao vê-lo, uma série de emoções complexas inundou o coração de Naiara inexplicavelmente.

Injustiça, tristeza, desespero, dor, frustração...

Ela mordeu o lábio e as lágrimas marejaram em seus olhos.

Como uma garotinha injustiçada em busca de consolo, soluçou ao chamar pelo nome dele.

— Afonso...

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