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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 220

A mão de Afonso pousou suavemente na nuca de Naiara e, com uma leve pressão, ele a puxou para um abraço.

O aroma familiar invadiu suas narinas, e aquela sensação indescritível de segurança funcionou como mãos mágicas, dissipando o pânico e a inquietação de seu coração.

As lágrimas de Naiara caíram sem parar sobre o caro sobretudo dele.

Às vezes, o choro silencioso é o que mais dói.

Aquela sensação de impotência em que se deseja apenas morrer é algo que só quem já viveu pode compreender.

Quando cansou de chorar, Naiara afastou-se do abraço de Afonso.

Limpou as próprias lágrimas e, com a voz rouca, perguntou:

— Como você chegou aqui?

Afonso esticou o braço, abriu o zíper da bolsa no chão e tirou uma peça de roupa.

Era um casaco de plumas leve.

— Tire a sua jaqueta e vista este.

Muito obediente, Naiara começou a tirar o casaco enquanto perguntava:

— Você viajou até aqui só para me trazer uma blusa de frio?

— A Isadora me disse que você estava usando roupas muito finas e estava com medo de que ficasse doente. Na verdade, estou aqui representando-a.

— Mas como você veio?

— De avião.

— Mesmo de avião, não poderia ser tão rápido. Eu liguei para a Isadora há pouco mais de duas horas.

— Eu fretei um voo.

Naiara arregalou os olhos.

— Você fretou um avião inteiro?

— Sim.

Pareceu que algo acariciou o coração de Naiara.

Era uma sensação calorosa.

Seria o efeito da roupa nova que acabara de vestir?

Uma atmosfera sutil e diferente começou a fluir naquele espaço confinado.

Tentando aliviar a tensão, Naiara decidiu brincar.

— Eu até achei que você iria aparecer pilotando um helicóptero para me resgatar, igual a um CEO implacável de romance.

Assim que as palavras saíram, a atmosfera pareceu ficar ainda mais estranha.

Felizmente, Afonso manteve sua postura calma e inabalável.

— Fretar um voo já foi o meu limite máximo.

Naiara soltou uma risada.

— Eu estava só brincando.

— Mas eu realmente tenho vários aviões — retrucou Afonso.

Naiara ficou de boca aberta.

— Você tem aviões? E vários, ainda por cima?

— Se perdeu, perdeu. Talvez o meu ciclo com ele tivesse chegado ao fim.

— Mas foi algo que a sua mãe deixou para você...

— Minha mãe não me culparia por isso.

— Me desculpe — Naiara estava consumida pela culpa. — Me dê mais um tempo, vou procurar de novo. Quem sabe não encontro daqui a alguns dias? Felícia diz que há um certo misticismo em encontrar coisas perdidas. Se eu realmente não achar, compro um idêntico para você.

Os olhos de Afonso eram gentis, sem o menor sinal de repreensão.

— Aquele relógio foi feito sob encomenda, era único. Não está à venda no mercado.

Naiara sentiu-se completamente derrotada.

Ai, ai.

Como ela pôde ser tão descuidada?

— Pronto, não precisa se preocupar com um assunto tão trivial. Não vale a pena — disse Afonso.

Naiara resmungou:

— Mas isso não é trivial, é algo enorme. Aquele relógio era muito importante para você.

Os lábios de Afonso se curvaram ligeiramente para cima.

— Há coisas muito mais importantes do que um relógio agora.

Naiara parou por um segundo.

— O quê?

— Me conte o que aconteceu na clínica de repouso — pediu Afonso.

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