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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 218

A diretora balançou a cabeça.

— Ela chegou aqui praticamente sem nada. A alimentação, as roupas e os itens de uso diário eram fornecidos pela clínica, então ela não tinha pertences pessoais.

— Posso falar com a pessoa que cuidava dela? — pediu Naiara.

— Depois que Miriam faleceu, a cuidadora também pediu demissão.

Naiara permaneceu no quarto por um longo tempo.

Parecia estar tentando sentir a presença da mãe e não queria ir embora, por mais tempo que passasse.

Sem alternativa, a diretora a alertou:

— O senhor precisa descansar, é melhor sairmos.

Naiara não teve escolha a não ser ir embora.

Depois que a diretora saiu para resolver outros assuntos, Naiara, ainda inconformada, perguntou a várias outras pessoas. Todos que a conheciam confirmaram que Miriam realmente havia falecido.

A última gota de esperança no coração de Naiara se estilhaçou.

Ao voltar para o carro e fechar a porta, Naiara debruçou-se sobre o volante e não conseguiu mais conter as lágrimas.

Não sabia por quanto tempo chorou; só sentiu a cabeça doer e girar cada vez mais, forçando-se a se controlar para não continuar a chorar.

Quando saiu de casa pela manhã, Felícia, muito cuidadosa, havia preparado marmitas e deixado no carro.

Naiara abriu o recipiente térmico.

A comida ainda estava quente.

Mas ela não tinha nenhum apetite.

Ainda assim, precisava se forçar a comer.

No caminho para lá, estava imaginando que, quando o bebê nascesse, a criança teria uma avó.

Mas...

Naiara deu algumas mordidas, não conseguiu comer mais nada e guardou o recipiente térmico.

Depois de descansar um pouco, preparou-se para voltar a Rio Belo.

Se a viagem de volta fosse tão tranquila quanto a de ida, não chegaria muito tarde em casa.

Nesse momento, algumas gotas de chuva começaram a cair do céu.

Naiara ligou o carro, deu uma última olhada melancólica para a clínica de repouso e partiu.

Quando recebeu a ligação de Isadora, o carro de Naiara já estava parado no mesmo lugar há quase uma hora.

Ela finalmente entendeu o que significava não ouvir o conselho dos mais velhos e sofrer as consequências.

A chuva torrencial havia causado deslizamentos de terra mais graves. O carro não podia avançar nem recuar; só lhe restava esperar.

— O quê?! — Isadora estava andando em círculos, aflita. — E agora, o que vamos fazer? Você não pode ficar dentro do carro para sempre. Logo vai escurecer, aí faz muito frio, você não vai aguentar.

Naiara, por sua vez, tentou confortá-la:

— Srta. Isadora, da próxima vez, você poderia não começar a frase com um tom tão assustador? Achei que algo realmente grave tinha acontecido. É só um deslizamento de terra. Desde que ela esteja bem, só vai precisar esperar um pouco mais.

— E quem sabe quando a estrada será liberada? Além disso, as roupas que a Naiara está vestindo são muito finas, tenho medo de que ela pegue um resfriado. E o mais importante é... — Isadora olhou para José.

José entendeu o recado e não se ofendeu.

— Conversem à vontade, tenho coisas a fazer.

Dito isso, saiu rapidamente.

Foi então que Isadora continuou:

— Sr. Afonso, o estado emocional da Naiara está péssimo hoje, ela está muito abatida, porque...

Dez minutos depois, José atendeu a uma ligação de Afonso.

Houve apenas uma frase.

— Encontre a maneira mais rápida de me colocar em Serra da Castanha.

Sem hesitar e sem fazer perguntas, José respondeu apenas:

— Sim, senhor. Vou providenciar.

Isadora sabia que havia procurado a pessoa certa.

— Muito obrigada, Sr. Afonso.

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