A diretora balançou a cabeça.
— Ela chegou aqui praticamente sem nada. A alimentação, as roupas e os itens de uso diário eram fornecidos pela clínica, então ela não tinha pertences pessoais.
— Posso falar com a pessoa que cuidava dela? — pediu Naiara.
— Depois que Miriam faleceu, a cuidadora também pediu demissão.
Naiara permaneceu no quarto por um longo tempo.
Parecia estar tentando sentir a presença da mãe e não queria ir embora, por mais tempo que passasse.
Sem alternativa, a diretora a alertou:
— O senhor precisa descansar, é melhor sairmos.
Naiara não teve escolha a não ser ir embora.
Depois que a diretora saiu para resolver outros assuntos, Naiara, ainda inconformada, perguntou a várias outras pessoas. Todos que a conheciam confirmaram que Miriam realmente havia falecido.
A última gota de esperança no coração de Naiara se estilhaçou.
Ao voltar para o carro e fechar a porta, Naiara debruçou-se sobre o volante e não conseguiu mais conter as lágrimas.
Não sabia por quanto tempo chorou; só sentiu a cabeça doer e girar cada vez mais, forçando-se a se controlar para não continuar a chorar.
Quando saiu de casa pela manhã, Felícia, muito cuidadosa, havia preparado marmitas e deixado no carro.
Naiara abriu o recipiente térmico.
A comida ainda estava quente.
Mas ela não tinha nenhum apetite.
Ainda assim, precisava se forçar a comer.
No caminho para lá, estava imaginando que, quando o bebê nascesse, a criança teria uma avó.
Mas...
Naiara deu algumas mordidas, não conseguiu comer mais nada e guardou o recipiente térmico.
Depois de descansar um pouco, preparou-se para voltar a Rio Belo.
Se a viagem de volta fosse tão tranquila quanto a de ida, não chegaria muito tarde em casa.
Nesse momento, algumas gotas de chuva começaram a cair do céu.
Naiara ligou o carro, deu uma última olhada melancólica para a clínica de repouso e partiu.
Quando recebeu a ligação de Isadora, o carro de Naiara já estava parado no mesmo lugar há quase uma hora.
Ela finalmente entendeu o que significava não ouvir o conselho dos mais velhos e sofrer as consequências.
A chuva torrencial havia causado deslizamentos de terra mais graves. O carro não podia avançar nem recuar; só lhe restava esperar.
— O quê?! — Isadora estava andando em círculos, aflita. — E agora, o que vamos fazer? Você não pode ficar dentro do carro para sempre. Logo vai escurecer, aí faz muito frio, você não vai aguentar.
Naiara, por sua vez, tentou confortá-la:
— Srta. Isadora, da próxima vez, você poderia não começar a frase com um tom tão assustador? Achei que algo realmente grave tinha acontecido. É só um deslizamento de terra. Desde que ela esteja bem, só vai precisar esperar um pouco mais.
— E quem sabe quando a estrada será liberada? Além disso, as roupas que a Naiara está vestindo são muito finas, tenho medo de que ela pegue um resfriado. E o mais importante é... — Isadora olhou para José.
José entendeu o recado e não se ofendeu.
— Conversem à vontade, tenho coisas a fazer.
Dito isso, saiu rapidamente.
Foi então que Isadora continuou:
— Sr. Afonso, o estado emocional da Naiara está péssimo hoje, ela está muito abatida, porque...
Dez minutos depois, José atendeu a uma ligação de Afonso.
Houve apenas uma frase.
— Encontre a maneira mais rápida de me colocar em Serra da Castanha.
Sem hesitar e sem fazer perguntas, José respondeu apenas:
— Sim, senhor. Vou providenciar.
Isadora sabia que havia procurado a pessoa certa.
— Muito obrigada, Sr. Afonso.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...