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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 217

— Moça, você está procurando alguém?

Naiara finalmente saiu de seu transe.

— Sim, procuro uma pessoa chamada Miriam.

A senhora pensou por um momento.

— Miriam?

Naiara respondeu, animada:

— Sim! Ela mora aqui há mais de vinte anos, vocês devem conhecê-la.

A mulher sorriu com simpatia.

— Deve ser porque comecei a trabalhar aqui há pouco tempo e temos muitos residentes, então não decorei todos os nomes. É melhor você perguntar para a diretora. Ela é a mesma desde que a clínica de repouso foi fundada.

Naiara conteve a emoção.

— Certo, a senhora poderia me levar até a diretora, por favor?

— Você vai ter que esperar um pouco. A diretora acabou de sair para resolver um assunto e deve demorar cerca de uma hora para voltar.

— Eu espero.

Se já havia esperado vinte e oito anos, o que seria mais uma hora?

A funcionária levou Naiara até o escritório da diretora.

— Pode esperar aqui dentro. Está muito frio lá fora e acho que vai chover em breve — disse ela, servindo um copo de água para Naiara. — O clima aqui em Serra da Castanha é mais frio em comparação com outras cidades. Percebi que você não está agasalhada o suficiente. Tenho medo de que acabe pegando um resfriado.

Naiara deu um sorriso sem graça.

— Realmente é mais frio aqui. Saí com muita pressa e nem pensei em pegar uma roupa mais quente. Mas está tudo bem, fiquei quase o tempo todo no carro, então não passei tanto frio.

A mulher ainda a aconselhou, preocupada:

— Tome muito cuidado ao dirigir. Ultimamente, tem havido muitos deslizamentos de terra nas montanhas por aqui. O governo já está resolvendo, mas pelo visto vai levar um tempo até consertarem tudo.

Naiara sentiu o coração aquecido com a preocupação.

— Muito obrigada, senhora. Terei cuidado.

Uma hora e meia depois, a diretora retornou.

O coração de Naiara, que mal havia se acalmado, disparou novamente. Ela se apressou em ir ao encontro da mulher.

— Diretora.

A diretora tinha quase sessenta anos, mas apresentava um ar muito lúcido e enérgico.

— Quem é você? — perguntou ela.

— Vim procurar a senhora Miriam, que mora aqui com vocês.

A expressão da diretora mudou ligeiramente.

— Miriam?

— Sim, Miriam.

— Ela teve uma hemorragia cerebral súbita. Foi muito rápido, não deu tempo de socorrer.

Naiara ficou em choque por um longo momento.

— A senhora poderia, por favor, me levar para ver o quarto onde ela morava?

— Claro. Mas o quarto já está ocupado por outra pessoa. Vou avisar o morador primeiro.

Naiara não disse nada, apenas concordou com a cabeça.

Deram-lhe esperança apenas para tirá-la no segundo seguinte.

O que o destino queria com ela?!

Por que a tratava daquela forma?!

Naiara queria muito chorar. Só ela sabia o quanto estava se esforçando para se conter.

A diretora a levou até o quarto onde Miriam havia morado.

Havia um idoso morando lá agora.

Naiara cumprimentou-o, e o senhor permitiu que ela entrasse e olhasse com calma.

O quarto não era grande, mas tinha tudo o que era necessário e estava muito bem arrumado.

Naiara perguntou à diretora:

— Eu... Ela deixou alguma coisa?

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