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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 216

Assim que os portões da mansão se fecharam, Carlos sentiu como se finalmente pudesse respirar aliviado.

O carro de Ronaldo já o aguardava do lado de fora.

— Sr. Carlos, vamos encontrar a Srta. Zuleica? — perguntou o motorista.

— Sim — respondeu Carlos, seco.

— O senhor volta para casa esta noite? Se for voltar, eu fico esperando do lado de fora.

— Depois de me deixar lá, pode ir direto para casa. Volte para me buscar amanhã de manhã.

Ronaldo não disse mais nada. Em situações como essa, quanto menos se falasse e perguntasse, melhor.

Ao ver Carlos novamente, Zuleica achou um pouco estranho. Afinal, nos últimos dois dias, as visitas dele ao clube haviam se tornado muito frequentes. E o estado emocional dele parecia cada vez pior.

Carlos estava na sala privativa há quase vinte minutos e, além de beber, não havia dito uma única palavra. Como ele permanecia calado, Zuleica ficou quietinha, apenas fazendo companhia.

Carlos tomou o último gole de bebida do copo e virou o rosto para encará-la.

— Não tem nada para me perguntar?

Zuleica deu um sorriso delicado.

— Se você quisesse falar, falaria naturalmente. Se eu tomar a iniciativa de perguntar, a resposta que receberei pode não ser a mais verdadeira.

Carlos deu dois tapinhas na própria coxa.

— Venha cá.

Zuleica sentou-se no colo dele, descansando uma das mãos suavemente sobre o ombro do homem.

— Parece que a frequência com que você vem me ver aumentou recentemente — comentou ela.

Carlos encostou a cabeça no peito de Zuleica, com uma expressão ligeiramente exausta.

— Eu vir te ver mais vezes é ruim?

— É ruim, sim.

— Por que seria ruim?

— Quanto mais frequente você vem aqui, mais claro fica que o seu humor está péssimo. Além disso, é melhor evitar vir tanto a um lugar de luxúria e futilidade como este.

Carlos deu um meio sorriso, erguendo a mão para tocar levemente a bochecha dela.

— Se eu não viesse a este lugar, como teria te conhecido?

Zuleica cobriu a mão dele com a sua.

— Suas emoções não estão bem.

Quando voltou a sorrir, parecia haver um sentimento oculto em seu íntimo que ela não desejava revelar, tornando a expressão um tanto forçada.

— Você tem razão.

Naiara partiu logo de manhã cedo no dia seguinte.

Teve sorte. Assim que o carro entrou na via expressa, o caminho fluiu sem nenhum obstáculo. Após quatro horas e meia de viagem, chegou ao seu destino.

O carro parou em frente aos portões da clínica de repouso.

Thiago, de fato, tinha razão.

Embora ficasse no interior, a clínica de repouso era imponente e o pátio estava impecavelmente limpo. Havia equipamentos de ginástica de todos os tipos e o paisagismo era belíssimo. Certamente não deixava de ser um ótimo lugar para passar a velhice.

Naiara começou a ficar emocionada.

Finalmente veria a mãe em quem tanto pensava todos os dias. O que deveria dizer a ela? Deveria dar-lhe um abraço apertado? Será que a mãe a rejeitaria? Temia também que, por serem praticamente estranhas uma para a outra, acabassem não tendo o que conversar.

Naiara ficou de pé do lado de fora dos portões, perdida em um turbilhão de pensamentos.

Eram tantos que até teve vontade de rir de si mesma. Como uma mulher que já havia enfrentado tantas tempestades na vida ainda podia ficar nervosa como uma garotinha?

Uma senhora gentil, que provavelmente trabalhava ali, passou e, ao ver Naiara parada no vento frio, distraída, aproximou-se para perguntar.

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