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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 215

— Naquele dia no carro, por que eu tive um desejo tão forte de repente?

Adriana enrijeceu sutilmente.

— Isso... Como eu vou saber? Eu não sou homem.

Carlos abaixou os braços dela e a olhou diretamente nos olhos.

— Adriana, você é péssima em mentir. Então me conte a verdade.

Ela mordeu o lábio.

— Eu não tenho coragem de dizer.

— Foi instigação da vovó?

Adriana hesitou por um longo instante.

— A vovó colocou algumas coisas na sobremesa que estimulavam aquele lado. Mas... Mas eu juro que não sabia de nada antes! Eu só descobri depois...

Carlos franziu profundamente a testa e ficou em silêncio por um longo tempo.

Adriana perguntou com cautela:

— Carlos, você está me culpando?

Ele soltou um longo suspiro.

— Não. A culpa não é sua.

A culpa era da sua avó, que sempre adorava tomar as rédeas de tudo.

A culpa era de agora ele estar em uma posição completamente passiva.

Então, mesmo sabendo que fora a avó, o que ele poderia fazer?

O objetivo de Franciely era simples: fazer com que ele se casasse logo com Adriana.

Sorte que aquela mulher tinha lhe dado o aviso.

Caso contrário, ele ainda estaria vivendo no escuro.

Pouco tempo depois, Ronaldo ligou para Carlos.

Carlos inventou uma desculpa genérica no telefone, mas Ronaldo logo captou a indireta.

— Sr. Carlos, surgiu um imprevisto na empresa. O senhor poderia vir para cá?

— Certo, chego já.

Vendo que ele estava de saída, Adriana não escondeu a decepção.

— Carlos, já é tarde. Você ainda vai para a empresa? Nós não íamos conversar sobre a festa de um mês do César agora?

— Você pode decidir isso com a vovó e a minha mãe. Eu confio no que vocês escolherem. Se tiver alguma ideia, fale diretamente com elas, não vou me opor a nada.

— Eu não quero ser intocável, eu só quero que o Carlos me ame. Quero que ele fique só comigo por toda a vida.

— Você é tão tola...

Ela fez manha:

— Onde que eu sou tola? É isso o que eu quero, ué!

— Tá bem, tá bem. Você não é tola. A filhinha do papai é a mais esperta de todas.

Adriana mudou de assunto.

— A propósito, pai, o Carlos acabou de me perguntar sobre o que aconteceu... bem... depois daquele jantar. Eu achei que ele nunca desconfiaria, mas, por alguma razão, ele me questionou de repente. Até levei um susto.

— E o que você respondeu?

— Fiz exatamente o que você me mandou, joguei a culpa na vovó. Graças a Deus a gente já tinha combinado tudo com ela antes.

Wilson deu uma risada de velha raposa astuta.

— Eu não imaginava que a Franciely realmente aceitaria fazer parte disso.

O raciocínio de Adriana era simples:

— A vovó só fez isso porque também queria que a gente se casasse o mais rápido possível.

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