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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 209

O fato de não estar em Rio Belo, mas sim em uma área rural isolada de outra cidade, mostrava claramente por que Thiago havia sido tão cauteloso.

Obviamente, o maior medo dele era que Luciana descobrisse.

Naiara salvou o endereço no celular e, em seguida, rasgou o papel em pequenos pedaços, jogando-os na lixeira.

Só então teve cabeça para examinar os outros itens dentro da caixa.

Não era à toa que pesava tanto.

Estava repleta de joias de todos os tipos.

Eram peças que Thiago havia guardado secretamente para Naiara ao longo dos anos. Por medo dos escândalos de Luciana, ele as mantinha trancadas no cofre do banco.

Debaixo das joias, havia dezenas de fotografias.

Todas mostravam Naiara sozinha.

Num relance, ficava óbvio que o talento do fotógrafo era péssimo.

Em várias fotos, o rosto estava desfocado.

No verso de cada uma, constava a idade de Naiara.

Um ano, dois anos, três anos... até os vinte e cinco anos.

A foto dos vinte e cinco anos mostrava Naiara vestida com um impecável vestido de noiva branco.

Era o dia do seu casamento com Carlos.

Na imagem, ela estava no meio da multidão, procurando Carlos com os olhos, olhando para ele com um brilho de admiração.

Naiara riu de si mesma em pensamento.

Que idiota!

Quando estava prestes a guardar a foto, seu olhar parou de repente.

Na imagem, além dela, havia as silhuetas embaçadas dos convidados.

Mas uma daquelas pessoas parecia muito familiar.

Aquele perfil lembrava muito, muito mesmo, alguém.

Seria Afonso?

Naiara balançou a cabeça.

Devia estar ficando louca. Como poderia ser Afonso?

Há três anos, ele ainda era o herdeiro todo-poderoso vivendo em Porto das Estrelas. Como ele viria parar em Rio Belo?

E como ele apareceria no casamento dela?

Ao olhar para aquelas fotos, um turbilhão de emoções invadiu o peito de Naiara.

Carlos agiu como se fosse dono do lugar.

— Vamos entrar, está frio aqui fora. Tenho algo a dizer a você.

Naiara colocou a sacola com a caixa para dentro de casa e, em seguida, fechou a porta bloqueando a entrada.

— Fale o que tem a dizer aqui mesmo.

Carlos não insistiu. Tirou um cigarro e o acendeu.

— Aquele dia... eu agi por impulso. Não deveria ter perdido o controle no velório do seu pai. Peço desculpas.

Naiara riu com desdém.

— Não preciso de desculpas baratas. Não é sempre que um erro pode ser consertado com um simples 'me desculpe'.

— Mas a morte do seu pai não tem absolutamente nada a ver comigo — afirmou Carlos.

— Eu só vou lhe fazer uma pergunta — retrucou Naiara.

— Pode falar.

— Naquele dia no hospital, você disse ou não com todas as letras que, se meu pai não acordasse, seria vantajoso para você?

O que ele disse depois disso, Naiara já não conseguia ouvir.

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