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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 208

Naiara fechou o notebook, caminhou até a chaise longue perto da janela e sentou-se lentamente.

O vento frio soprava lá fora, uivando como um canto fúnebre de tristeza.

Naquela noite, Naiara permaneceu imóvel sentada na chaise longue até o amanhecer.

Uma noite inteira sem pregar os olhos.

Assim que o dia começou a clarear, sentindo-se exausta, Naiara finalmente adormeceu ali mesmo.

Felícia entrou no quarto e levou um susto.

— Senhorita, por que não está dormindo na cama?

Felícia, preocupada, pegou um cobertor e cobriu Naiara.

— Meu Deus do céu, se você continuar se desgastando assim, a sua saúde não vai aguentar.

— Senhorita, eu sei que o seu coração está partido, mas o que aconteceu, aconteceu. Não há como mudar. Tente se acalmar e aceite a realidade.

— Se o Presidente soubesse que você está assim, o coração dele doeria muito.

Pai...

Naiara se mexeu levemente e fechou os olhos para aliviar a dor nas têmporas.

Ela já não sabia como lidar com o amor que sentia por aquele pai.

Deveria amar ou odiar?

— Ah, Felícia, da última vez que pedi para você levar aquele sobretudo off-white para a lavanderia, você tirou o relógio que estava no bolso?

Felícia hesitou.

— Relógio?

— Sim. Um relógio masculino — confirmou Naiara.

Felícia tentou buscar na memória com cuidado.

— Não havia relógio nenhum.

O coração de Naiara acelerou em desespero.

— Tente se lembrar direito. Tenho certeza de que deixei no bolso do sobretudo.

Felícia respondeu com convicção:

— Não tinha mesmo. Eu me lembro perfeitamente daquele sobretudo, foi o que você usou quando voltou com o ombro machucado. Quando você me pediu para levar para a lavanderia, eu verifiquei todos os bolsos com muito cuidado.

— Não havia nada neles.

Naiara sentou-se em um pulo, chocada.

— Felícia, rápido, me ajude a procurar por todo canto. Será que caiu em algum lugar?

Vendo a tensão de Naiara, Felícia não resistiu a perguntar:

Naiara foi ao banco.

Após verificar seus documentos de identidade, o funcionário do banco entregou-lhe uma caixa de madeira.

A caixa não era grande, mas era bem pesada.

Naiara a abriu.

Sua primeira reação foi procurar o endereço do sanatório que Thiago havia mencionado.

E, como esperado, encontrou um envelope branco contendo a informação.

Além do endereço, havia também um nome.

Miriam.

Então, o nome de sua mãe era Miriam.

Naiara pegou o celular e digitou o endereço na barra de busca.

Não ficava em Rio Belo.

Ficava na área rural de outra cidade.

Serra da Castanha.

Dirigindo de onde estava, levaria quase cinco horas apenas para ir.

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