Carlos ficou atônito, sem saber como responder por um momento.
Naiara soltou uma risada fria.
— Não quer admitir ou não tem coragem?
Carlos deu uma tragada forte no cigarro.
— Você estava ouvindo a minha conversa com a Adriana escondida?
Os olhos de Naiara pareciam pedras de gelo.
— Eu precisava me esconder para ouvir? Vocês estavam conversando em pleno público, na frente de todo mundo.
— Aquilo foi só algo que eu disse da boca para fora.
— Mas refletia exatamente o que você sentia no fundo.
Naiara ergueu a cabeça e olhou para o céu.
O tempo estava cinzento. Num piscar de olhos, o inverno havia chegado silenciosamente.
Não era de admirar que ultimamente ela sentisse um frio cortante nos ossos.
— Carlos, eu achava que você era apenas um canalha, mas não imaginei que conseguiria descer tão baixo. Para conseguir o Grupo Jasmim, você tratou a vida humana como algo descartável.
O rosto de Carlos escureceu.
— Naiara! Eu sei que a morte do seu pai foi um baque gigantesco para você, mas não precisa colocar a culpa nas minhas costas!
— Você acha que se eu não tivesse dito aquilo, o seu pai não teria morrido? Talvez aquele fosse o destino dele. Não há nada que qualquer um de nós pudesse fazer para mudar isso.
— Sim, você tem certa razão — respondeu Naiara. — Talvez fosse mesmo o destino do meu pai, mas quem deu o empurrão final para a morte, foi você.
— Não fui eu! — Carlos rugiu, perdendo totalmente a paciência.
— Já te expliquei muito bem! Durante toda a nossa conversa naquele dia, o seu pai esteve completamente calmo, não teve a menor alteração emocional!
— Como eu ia imaginar que, assim que voltasse para o quarto, aconteceria uma tragédia?!
— Talvez ele tenha sofrido algum outro choque depois de voltar para o quarto, e por isso passou mal!
Naiara o observava com uma apatia glacial, sem dizer uma única palavra.
A credibilidade de Carlos com ela havia chegado a zero.
— O que você quer dizer com isso?
A expressão de Naiara era completamente indiferente.
— O que eu quero dizer, você descobrirá muito em breve.
Naiara virou-se para entrar.
Carlos agarrou o pulso dela.
— Eu vim até aqui hoje porque preciso de você para um compromisso.
Naiara puxou o braço com força.
— Daqui em diante, nunca mais toque em mim com essas mãos que abraçam outra mulher. Eu me sinto suja.
Carlos reprimiu a indignação.
— Amanhã haverá um jantar de gala com a presença de líderes políticos de alto escalão. O Sr. Leonardo também estará lá.
— Nós faltamos ao último evento porque o seu pai estava internado. Desta vez, não podemos nos ausentar, ou vão começar a suspeitar de que o nosso casamento está em crise.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...