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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 185

— Como um humilde pedido de desculpas pelo transtorno, enviaremos duas garrafas do nosso vinho mais exclusivo para a mesa da senhorita — continuou o gerente, curvando-se levemente. — Peço a sua generosidade para relevar esse pequeno mal-entendido, Senhorita Naiara.

Naiara ficou paralisada por alguns segundos. Ela olhou ao redor para ter certeza de que a "Senhorita Naiara" que o gerente mencionava era mesmo ela.

Então, a ficha caiu. O Pavilhão Imperial era propriedade de Afonso e Fábio. Quem dos dois havia ordenado aquele tratamento real para ela?

Carlos demorou a processar o que tinha acabado de acontecer. Karina e Franciely se entreolharam, completamente atônitas. Elas estavam morrendo de curiosidade para saber o motivo pelo qual o gerente do Pavilhão Imperial, um dos restaurantes mais exclusivos de Rio Belo, tratava Naiara com tamanha reverência. Afinal, se o restaurante fosse se curvar a alguém, não deveria ser para a gloriosa família Lucca?

Sentindo o seu orgulho ferido, Franciely não conseguiu se conter e alfinetou, com um tom gélido e altivo:

— Antes de colocar as mãos na certidão de divórcio, você ainda é nora da família Lucca. E, mesmo depois de assiná-la, lembre-se de que o acordo exige sigilo absoluto por seis meses. Portanto, quando estiver em público, controle o seu comportamento. Não se esqueça da sua posição nem das regras do contrato!

Naiara deu um sorriso irônico e cortante.

— A senhora não acha mesmo que estou tendo um caso com o dono do Pavilhão Imperial, acha? Talvez seja exatamente por isso que eles respeitam a mim, e não a ilustre família Lucca.

Ela fez questão de enfatizar o deboche na última frase.

Franciely sentiu o sangue ferver, mas, engolindo a fúria em respeito ao aniversário da neta amada, calou-se. Karina, no entanto, que sempre fora impulsiva e sem noção, não conseguiu segurar a língua.

— Ah! Vestiu a carapuça e entregou o jogo, não foi? Enquanto planejava o divórcio com o nosso Carlos, você já estava arquitetando para garantir o próximo patrocinador! Já se acostumou com o luxo da família Lucca e agora morre de medo de voltar à pobreza. Por isso está se jogando em cima dos figurões da alta sociedade, não é?

Naiara inclinou a cabeça levemente, ignorando Karina e dirigindo um olhar gélido para Carlos.

— Viu só, Carlos? O nosso divórcio foi, sem dúvida, a decisão mais acertada.

Sem dizer mais nada, ela virou as costas e subiu as escadas em direção à sala VIP.

Carlos não podia descarregar sua frustração em Franciely, então a sua fúria recaiu inteiramente sobre Karina.

— A Naiara não é do jeito que vocês pensam! Dá para parar de arrumar confusão toda hora?! Eu já assinei os papéis do divórcio! Será que vocês não podem me dar alguns dias de paz na minha vida?!

Ele bufou, irado, e seguiu em frente a passos pesados. Karina arregalou os olhos, indignada.

— Mas o que foi isso?! Como ele ousa falar assim comigo?! Esse ingrato!

— Ué, Adriana, o Carlos não te contou?

Adriana mordeu o lábio inferior, adotando sua clássica postura de vítima, e balançou a cabeça negativamente.

— Que estranho. Por que ele esconderia isso de você? Não faz sentido — murmurou Karina.

Para não perder a face, Adriana apressou-se em inventar uma desculpa meiga e compreensiva.

— Ah, ele deve estar com a cabeça cheia de problemas. Ou talvez achasse que vocês me dariam a notícia, por isso não comentou.

Karina deu de ombros, conformada.

— Bom, o importante é que ele finalmente vai se separar, então não precisamos mais bater boca com aquela mulherzinha. — E, abrindo um sorriso cúmplice, acrescentou: — Se o Carlos está se divorciando, significa que o caminho está livre para você. Não está feliz?

Adriana, é claro, estava exultante. Mas a falta de comunicação de Carlos acendeu um alerta em sua mente. Pelo visto, o plano do seu pai precisava ser executado o mais rápido possível. Ela não podia permitir que Carlos ou Naiara voltassem atrás nessa história de divórcio. Precisava colocar mais lenha na fogueira.

Um brilho calculista cruzou os olhos de Adriana. E quem sabe... a noite de hoje não seria a oportunidade perfeita?

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