Como a protagonista da noite, Vitória foi a última a chegar. Seu rosto estampava uma única emoção: descontentamento. Tudo porque Afonso não havia aparecido. Franciely achou a atitude estranha.
— Hoje é o seu aniversário, tantos familiares vieram prestigiar você e trouxeram presentes. Por que essa carinha fechada?
Vitória resmungou, sem dar muita importância:
— Quem devia vir, não veio. E quem não devia, está aqui.
Naiara pensou consigo mesma que a pessoa que não devia estar ali, sem dúvida, era ela. Franciely lançou um olhar de soslaio para Naiara, com um sorriso que mal disfarçava o deboche.
— Então diga para a sua avó, quem era a pessoa que devia ter vindo?
— Afonso — Vitória soltou de imediato.
— Afonso?
Franciely vasculhou a memória por um instante.
— Esse Afonso é algum colega de faculdade seu?
Carlos achou que tinha ouvido errado.
— De quem você está falando?
— Do Afonso! O Sr. Afonso, da Nuvem Pioneira. Aquele que veio de Porto das Estrelas — respondeu Vitória.
O rosto de Carlos foi tomado pela incredulidade.
— Você teve a coragem de convidá-lo para a sua festa de aniversário?
Vitória ergueu o queixo, desafiadora.
— Qual é o problema? Não posso?
— Você ainda me pergunta se pode?! — esbravejou Carlos.
— Eu acho que posso, sim.
A fúria tomou conta de Carlos em um instante.
— Vitória!
Franciely, ouvindo a discussão, ainda estava confusa.
— Carlos, você conhece esse tal de Afonso?
Carlos soltou uma risada fria.
— Eu não me meto na sua vida, com que direito você quer mandar na minha?! — continuou Vitória.
Carlos perdeu completamente a paciência.
— Eu sou o seu irmão mais velho! Exijo respeito, a minha palavra aqui é como a de um pai, será que você não entende?!
— Se é assim, a palavra da cunhada mais velha é como a de uma mãe! — Vitória rebateu de imediato. Ela se virou e agarrou o braço de Adriana. — Cunhada, você apoia o meu amor pelo Afonso, não é?
Adriana foi pega de surpresa e jogada aos leões. Se dissesse que apoiava, compraria uma briga com Carlos. Se dissesse que não, ofenderia Vitória. O pior de tudo era que ela precisava de Vitória como aliada para consolidar sua posição na família Lucca, então tinha que mantê-la por perto. Adriana ficou encurralada.
— Bem, isso...
— Fala, cunhada! — Vitória insistiu, esperando o apoio.
Adriana olhou para Carlos com uma expressão de total desamparo. Entendendo a saia justa em que a amante se encontrava, Carlos rapidamente interveio, puxando Vitória.
— Não coloque a sua cunhada Adriana nessa situação. Vá perguntar para a sua cunhada legítima, ali.
Hm?
Naiara revirou os olhos mentalmente. Carlos estava apenas jogando o ódio da irmã para cima dela. Mas não importava. De qualquer forma, o nível de ódio que todos na família Lucca nutriam por ela já havia ultrapassado todos os limites. Sem pressa, Naiara tomou a palavra.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...