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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 184

Carlos observou a caligrafia elegante de Naiara e sentiu um aperto inexplicável e sufocante no peito.

— Sobre os quinhentos milhões da compensação, já falei com a minha avó e ela concordou.

— Ótimo — respondeu Naiara, com um tom neutro. — Então, transfiram para a minha conta o mais rápido possível.

— A minha avó disse que só vai pagar quando a certidão de divórcio sair no cartório.

— Tudo bem, sem problemas.

Carlos ficou em silêncio por alguns instantes.

— Você não parece nem um pouco triste.

Naiara teve vontade de rir, mas manteve a postura impecável.

Com a mesma tranquilidade distante, ela disse:

— Tristeza não precisa ser exibida no rosto. Ao contrário de certas pessoas, que acham que basta chorar para conseguir o que querem.

Carlos recolheu o acordo de divórcio.

— Assim que o César receber alta do hospital, nós iremos ao cartório assinar os papéis oficiais.

— Certo.

Carlos abriu a boca para dizer mais alguma coisa, mas as palavras simplesmente lhe faltaram. Ao olhar para o rosto sereno e quase glacial de Naiara, ele percebeu subitamente que ela estava cada vez mais longe dele. Tão longe que ele já não conseguia mais alcançá-la. Será que o divórcio era realmente a escolha certa?

Um longo silêncio pairou entre os dois, até que Naiara decidiu quebrá-lo.

— Isso significa que não preciso mais voltar para a casa da família Lucca e posso continuar morando na minha própria casa?

"Própria casa". Pronunciar aquelas palavras lhe trouxe um alívio imenso.

— Pode morar onde quiser, eu não vou te forçar a nada — respondeu ele.

A facilidade com que ele concordou deixou Naiara levemente desconfiada. Aquele definitivamente não era o Carlos arrogante e controlador que ela conhecia.

O rosto de Carlos escureceu na mesma hora. Ele era cliente frequente e VIP do Pavilhão Imperial. Sentar no salão aberto era uma ofensa ao seu orgulho.

O garçom tentava se explicar arduamente:

— Sinto muitíssimo, senhor, mas as nossas salas privativas precisam ser reservadas com vários dias de antecedência. Não temos nenhuma vaga para hoje, infelizmente.

Franciely, impaciente, ordenou:

— Carlos, resolva isso de uma vez. Os mais velhos não podem ficar esperando aqui de pé.

Carlos já estava prestes a explodir e gritar com o funcionário, quando Adriana se aproximou, exibindo um sorriso doce e conciliador.

— Por favor, poderia chamar o gerente? Ele já esteve na casa da família Lucca e conhece muito bem o Senhor Carlos.

O garçom, sem querer criar problemas, acenou e foi buscá-lo. O gerente apareceu rapidamente. Carlos ajeitou a postura, pronto para receber os pedidos de desculpas formais e as reverências que julgava merecer. Mas, para a surpresa geral, o gerente passou reto por ele e foi direto até Naiara.

— Senhorita Naiara! Eu não sabia que teríamos a imensa honra de recebê-la hoje. Peço mil desculpas pelo inconveniente. Já mandei os funcionários liberarem a nossa melhor sala VIP imediatamente. Por favor, aguarde só um pequeno instante.

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