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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 173

Afonso nem teve tempo de ver o que acontecera às suas costas. Só ouviu um grito agoniado.

Ao virar-se, deparou-se com o homem ajoelhado no chão, segurando a própria garganta com uma expressão de dor extrema.

Pela sua experiência, era muito provável que a traqueia do sujeito tivesse sido esmagada com um chute.

Afonso paralisou por uma fração de segundo.

Ele jamais imaginaria que Naiara possuísse tanta força explosiva a ponto de quebrar a traqueia de um homem com um único golpe.

Mas a maior preocupação de Afonso era a barriga dela.

Ali dentro havia uma vida que não tinha sequer três meses.

Afonso se aproximou rapidamente e estava prestes a falar.

De repente, Naiara o empurrou para o lado.

Um taco de beisebol acertou em cheio o ombro dela.

A dor foi tão intensa que a fez suar frio na mesma hora.

José chegou logo em seguida, acompanhado pela polícia.

Ao ver aquele grupo de homens gemendo no chão, soltou um longo suspiro de alívio.

— Jovem mestre, o senhor está bem?!

Afonso pegou Naiara nos braços sem hesitar.

— Para o carro! Vamos ao hospital!

Ao ver o rosto do patrão tão sombrio que chegava a assustar, José assentiu freneticamente:

— Sim, senhor! Vou pegar o carro!

Naiara agarrou o colarinho de Afonso. Mesmo suando de tanta dor, não soltou um único gemido, apenas sussurrou:

— Não me leve para aquele hospital!

— Entendido!

No caminho, José pisava fundo no acelerador, com o coração quase saindo pela boca.

O motivo pelo qual ele conseguiu encontrá-los tão rápido foi porque Afonso havia ativado o rastreamento do celular e enviado uma mensagem com a localização.

Assim que recebeu o alerta, José chamou a polícia e correu para lá.

Durante o trajeto, ele estava genuinamente preocupado de que Afonso se machucasse.

Mas a família Xavier tinha uma regra rígida: todos os herdeiros homens aprendiam técnicas de defesa pessoal desde a infância.

E, entre todos os jovens mestres da família Xavier, Afonso era, de longe, o melhor lutador.

Por isso, José tentava não se desesperar.

No entanto, ao testemunhar pessoalmente a expressão de Afonso — que mais parecia a de um demônio recém-saído do inferno —, todos os pelos do seu corpo se arrepiaram.

Foi a primeira vez que José viu Afonso com aquele olhar.

— Eu não entrei na frente para proteger você. Eu só te empurrei porque achei que conseguiria chutar aquele cara para longe. No fim, superestimei minhas próprias habilidades. Então, não se sinta culpado, eu não fiz isso por você.

Os lábios de Afonso se contraíram em uma linha fina.

— Por que não me obedeceu? Por que não ficou no carro?

Naiara olhou no fundo de seus olhos, tão profundos quanto um abismo.

— Porque eu já disse, não conseguiria ficar apenas assistindo você se machucar por minha causa. Afinal, eles vieram atrás de mim. Você só foi pego no fogo cruzado.

Afonso estava dominado pela frustração.

— Deve ter sido o Wilson.

— Wilson? — questionou Naiara.

— Sim, eu subestimei a sede de vingança dele.

Naiara ia fazer outra pergunta quando, subitamente, sentiu um fluxo quente escorrendo de seu corpo.

Aterrorizada, ela apertou a mão de Afonso com todas as forças.

— O bebê...

O pânico tomou conta de Afonso, a ponto de sua voz falhar:

— José! Rápido!

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