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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 167

— A julgar pela sua postura, se não receber esses cinco bilhões, não vai sair da família Lucca? — indagou Franciely.

— É claro que não.

Franciely soltou um bufo desdenhoso.

— E eu aqui achando que você não queria ir embora porque amava o Carlos e não suportava deixá-lo. Mas, no fim das contas, o que você não suporta deixar para trás são esses cinco bilhões.

— E se for? — desafiou Naiara.

— Nada.

Franciely virou-se ligeiramente e chamou:

— Carlos, pode sair.

Carlos emergiu de trás do biombo. Sua expressão era tempestuosa.

Naiara lançou-lhe um olhar rápido, sem demonstrar a menor surpresa ou abalo.

Ah. Aquela velha raposa da Franciely achava mesmo que ela era idiota? No início, Naiara até tinha dúvidas se era uma armadilha, mas assim que Franciely começou a pressioná-la e a induzir suas respostas, teve certeza absoluta.

Ótimo. Já que não tinha nada melhor para fazer, entraria no joguinho dela.

— Carlos, você ouviu com os próprios ouvidos. Ainda pretende continuar com essa obsessão cega? — perguntou Franciely.

Carlos não respondeu à avó. Caminhou a passos duros até parar bem na frente de Naiara.

— É verdade?

Naiara ergueu o queixo, encarando-o.

— É verdade. E então, vai me dar os cinco bilhões?

Os olhos de Carlos queimavam de raiva.

— Então é irredutível?

— Não há necessidade de conversa, basta trazer o dinheiro.

— Naiara! — Carlos agarrou o braço dela com força. — Você tem noção do que está dizendo?!

— É claro que tenho — ela inclinou a cabeça, sustentando o olhar dele. — Quando uma mulher se casa com um homem, ela busca essencialmente três coisas: primeiro, valor emocional; segundo, valor financeiro; terceiro, valor sexual.

Um sorriso de puro deboche curvou os lábios dela.

— E eu não tenho acesso a nenhuma dessas três. Já que querem me expulsar, no mínimo, preciso levar uma delas comigo. O que acharam? Que os meus três anos de juventude foram desperdiçados à toa? Que engoli todas as humilhações e o desprezo da família Lucca nesses três anos de graça? Carlos, as mesmas palavras que você me disse, eu devolvo agora.

Apesar da calma em seus gestos, a aura de obstinação e altivez que emanava de Naiara a tornava intocável. Seus lábios macios se moveram levemente, proferindo exatamente o que Carlos havia lhe dito há pouco:

— Continue sonhando.

Carlos ficou paralisado, observando as costas dela enquanto ela se afastava. Uma vontade absurda de ir atrás dela tomou conta de si. Estava furioso, ressentido, mas não conseguia extravasar aquela raiva na mulher. O olhar resoluto e frio que ela lhe lançara antes de partir o fez perceber de repente: ela estava mesmo disposta a deixá-lo para sempre.

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