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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 166

Franciely, no entanto, devolveu a pergunta:

— Quanto você quer?

Naiara caminhou sem pressa até a poltrona, bateu os dedos no estofado para espanar uma poeira invisível e sentou-se lentamente.

Franciely sentiu o sangue ferver ao vê-la tão desprovida de pressa, com aquela postura quase preguiçosa.

— Vá direto ao ponto, não quero perder meu tempo!

Naiara sorriu de leve, sem se alterar.

— Vir até aqui também foi um grande desperdício do meu precioso tempo.

— Naiara!

Franciely quase perdeu as estribeiras.

Mas, após um instante, forçou-se a recuperar a compostura. Aquela mulher era astuta, não podia cair no jogo dela!

Franciely respirou fundo, retomando sua postura imponente.

— Diga um valor exato. Se eu achar razoável, transferirei a quantia integral para a sua conta. Mas, antes disso, você terá que assinar um contrato comigo.

— Um acordo de confidencialidade? — indagou Naiara. — Para garantir que eu não espalhe os escândalos da família Lucca por aí?

— Que bom que você entende.

— Ok, sem problemas.

— Então diga o seu preço.

Naiara fingiu ponderar por um momento.

— Sabe como é... Eu sou uma pessoa um pouco gananciosa, meus olhos brilham quando vejo dinheiro. Então, é difícil dar o primeiro passo. Tenho medo de pedir muito e a senhora achar que estou sendo abusiva.

Engolindo a irritação, Franciely respondeu:

— Não vou. Se eu a chamei aqui, é porque quero resolver essa situação.

Naiara abriu um sorriso enigmático.

— Sendo assim, não serei modesta.

Franciely soltou um som de desdém pelo nariz:

— Hum.

Naiara ergueu a mão, mostrando cinco dedos.

Franciely suspirou, aliviada.

— Certo. Cinco milhões, que seja. Sem problemas.

Naiara ergueu apenas o dedo indicador e o balançou em negativa.

Franciely franziu o cenho.

— Cinco bilhões ainda é lucro para vocês.

Era o que Naiara pensava. Se Franciely estivesse disposta a pagar os cinco bilhões, ela consideraria aquilo um "preço de amiga", repassando o modelo de Inteligência Artificial para Carlos. Assim, ao menos, evitaria o papel de vilã da história. Afinal, se aquele modelo chegasse ao mercado, os lucros da Tecnologias Vitalis ultrapassariam, e muito, a marca dos cinco bilhões.

Mas, obviamente, Franciely não entendeu as entrelinhas. O desprezo estava estampado em cada traço de seu rosto enrugado.

— Você acha que é algum tesouro raro para valer cinco bilhões? E mais, você está casada com a nossa família Lucca há três anos e não foi capaz sequer de parir um herdeiro. Acha mesmo que é digna dessa quantia?

Longe de se ofender, Naiara riu.

— A filhinha da família Fontana já não pariu um herdeiro para a família Lucca? Ainda precisam de mim?

Franciely estreitou os olhos, levando um bom tempo para processar o golpe.

— Naiara, eu estava sendo sincera na minha tentativa de negociar com você.

Naiara continuou recostada, brincando distraidamente com os próprios dedos.

— Eu também estou sendo perfeitamente sincera. Assim que os cinco bilhões caírem na conta, eu sumo daqui na mesma hora.

Franciely percebeu que a conversa não tinha futuro.

— Pelo visto, não temos acordo.

Com indiferença, Naiara retrucou:

— Já que a senhora não tem a menor intenção de pagar, não desperdice o meu tempo. Até a minha cunhada sabe que, para pescar um peixe grande, é preciso arriscar a isca. Pelo visto, a senhora tem menos coragem que ela.

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